icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes
19/11/2013
09:02

O Flamengo acertou com Carlos Eduardo no início deste ano com a certeza de que o jogador já se encontrava totalmente recuperado da cirurgia realizada no joelho direito em janeiro de 2012. A lesão, porém, responsável pelo procedimento cirúrgico, pode ter atrapalhado na retomada do futebol exibido nos tempos de Grêmio e Hoffenheim (ALE).

Franzino e com muita explosão nos tempos de Grêmio, o meia-atacante, no Fla, perdeu a arrancada e a velocidade com as quais se tornou o ponta direita do Tricolor na campanha do vice da Libertadores de 2007.

– De certa forma, a lesão pode ter atrapalhado, sim. Ele ficou quase dois anos sem conseguir ter uma sequência de treinos e jogos. Pode estar sujeito a ter um desconforto na região – explicou Márcio Bolzoni, médico do Grêmio, e responsável pela operação no joelho do jogador em 2012.

Um ano antes da cirurgia, Carlos Eduardo já havia se queixado de dores no local e apresentou um quadro de tendinite no joelho. Em 2011, quando o meia-atacante já havia se transferido para o Rubin Kazan, da Rússia, um diagnóstico feito pelo médico do Grêmio, a quem o staff do jogador recorreu, indicava a necessidade de operação no local.

– A decisão de fazer a cirurgia foi tomada quase um ano depois de indicarmos. Ele esteve no clube no fim de 2011 e já não jogava há mais de seis meses. Era uma tendinite crônica, uma patologia que justificava o tratamento cirúrgico. Mas só no ano seguinte que ele voltou para operar – contou Bolzoni.

No dia 19 de janeiro de 2012, Carlos Eduardo, então, foi operado e a previsão de recuperação era de quatro meses. Até o fim do ano, entretanto, foram apenas 12 partidas pelo time russo até ser negociado por empréstimo com o Flamengo.

Parte da recuperação do jogador foi feita sob orientação do departamento médico gremista e acompanhada pela equipe de Márcio Bolzoni. A evolução foi considerada positiva e, posteriormente, o jogador voltou para o Rubin.

Se no Rubro-Negro o desempenho de Carlos Eduardo está longe de ser satisfatório, o jogador, ao menos, conseguiu retomar uma sequência de jogos. Em 2013, são 38 partidas, 29 como titular. Número que não se repetia desde 2010, quando ainda atuava pelo Hoffenheim. Ele entrou em campo 43 vezes e ainda fez outros três amistosos com a Seleção Brasileira.

OPÇÃO DE NÃO OPERAR FOI DE CARLOS EDUARDO

A opção de não fazer a cirurgia no joelho direito em 2011 foi tomada por Carlos Eduardo. O jogador, então, recorreu a outros tipos de tratamento na Rússia, onde já defendia o Rubin Kazan.

– Optaram por fazer fisioterapia e, depois, ele voltou para a Europa. Fizeram também o que chamamos de TRV, que é uma infiltração com plasma rico em plaqueta – explicou o médico Márcio Bolzoni.

No Grêmio, Carlos Eduardo não apresentou histórico de lesões. A tendinite se manifestou no momento em que o jogador estava no auge no futebol alemão e demandou investimento de 24 milhões de euros (R$ 73,7 milhões) por parte do Rubin Kazan, que apostava na repetição do bom futebol na Rússia.

– Não posso dizer que é uma patologia comum, mas também não é rara. É uma doença profissional, em decorrência da atividade. Assim como há a pubalgia, existe a tendinite no cotovelo, por exemplo. Pode acontecer – explicou.