icons.title signature.placeholder Luis Fernando Coutinho
13/03/2014
17:55

O apelido de "assassino nato" seria mais do que o suficiente para Carlos Condit ser respeitado no mundo do MMA. Mas o americano, nascido em Albuquerque, Novo México (EUA), faz questão de representar da melhor maneira possível o seu apelido. Com 35 lutas no cartel, o meio-médio soma 29 vitórias. Destas, 27 foram por nocaute o finalização. Instinto finalizador não falta ao lutador dentro do cage. Diante do UFC 171, que acontece neste sábado, em Dallas, Condit falou em entrevista exclusiva ao LANCE!Net sobre o confronto com Tyron Woodley, seu estilo de luta e, claro, seu apelido.

Vindo de vitória por nocaute contra Martin Kampmann, em agosto passado, Carlos terá pela frente Woodley, que vem de uma vitória arrasadora por nocaute contra Josh Koscheck, em novembro. Ao ser perguntado sobre o que espera do confronto e quais serão suas maiores armas e preocupações na luta, o americano mostra confiança.

- Sinto que a minha arma mais efetiva seria minha envergadura, mas também a minha resistência ... E contra ele tenho de estar ligado no poder de trocação que ele tem nas mãos. Sinto que essa luta terminará com uma finalização ou nocaute. Honestamente, vou finalizar cedo essa luta. Acredito nisso. Sei que ele está confiante, vindo de uma sequência boa de vitórias, mas ele não continuará fazendo isso. Estou em forma, no ponto, e acho que tenho mais armas para vencer - analisou o lutador, em conversa por telefone com o L!Net.

O meio-médio revelou que seu apelido de "assassino nato" surgiu durante sua introdução nas lutas, quando ainda era criança. Hoje, aos 29 anos e com um cartel rodado, Condit acredita que mesmo depois de tanto tempo o apelido segue sendo sua essência.

Carlos nocauteou Kampmann em sua última luta (FOTO: Divulgação/UFC)

- Quando entro no octógono me sinto um assassino nato, sim. Esse é um apelido que ganhei quando era criança. Honestamente, não me preocupo em agir necessariamente com esse pensamento, mas isso me define dentro do octógono, não posso negar. Sempre fui conhecido dessa forma quando jovem e acho que hoje em dia consigo manter essa semelhança com o apelido - avaliou.

Confira um bate-bola com Carlos Condit
Durante a semana, você mencionou no Twitter o quanto ama a semana da luta. Você poderia explicar que tipo de sentimento é esse?
Amo essa semana de lutas, pois sinto que todo o trabalho duro está feito. Viajo por cidades me divertindo com meu time, onde tenho grandes amigos, e tenho a luta no final. Amo o que faço. Se trata de um sonho se tornando realidade lutar nesse nível... Quando tudo isso acabar e eu estiver aposentado, quero ficar feliz e orgulhoso ao lembrar disso tudo. Estou aproveitando.

Você se sente melhor quando finaliza uma luta?
Eu gosto de ir para finalizar com um nocaute ou uma submissão. Isso na verdade não importa. Quero sempre vencer. Você tem de superar seu oponente. Mas finalizar um adversário por golpes ou desistência é demais. É a minha preferência.

Confira as lutas do UFC 171
Card principal
Johny Hendricks x Robbie Lawler
Carlos Condit x Tyron Woodley
Diego Sanchez x Myles Jury
Jake Shields x Hector Lombard
Ovince St. Preux x Nikita Krylov
CARD PRELIMINAR
Kelvin Gastelum x Rick Story
Raquel Pennington x Jessica Andrade
Dennis Bermudez x Jimy Hettes
Sean Spencer x Alex Garcia
Renée Forte x Frank Trevino
Will Campuzano x Justin Scoggins
Bubba McDaniel x Sean Strickland
Daniel Pineda x Robert Whiteford