icons.title signature.placeholder Bruno Grossi e Daniela Caravaggi
05/06/2014
08:30

De promessa a jogador irregular, de zagueiro a volante, Rodrigo Caio promete dar início à nova fase no São Paulo. Para isso, se apoia no ótimo desempenho e no prêmio de melhor jogador do Torneio de Toulon, na França, com a Seleção Brasileira sub-21. Em férias na cidade de Dracena, no interior de São Paulo, Rodrigo não esconde a felicidade pelas conquistas com a camisa canarinho e mostra personalidade ao comentar o premiação de melhor da competição. Para ele, não foi surpresa.

– Sim, eu esperava. Apesar do pensamento principal ser a conquista do bicampeonato (o Brasil também ganhou o torneio em 2013). Fui com esse pensamento e sabia que teria que jogar no limite todos os jogos para alcançar esse objetivo. E graças a Deus consegui o título e o prêmio de melhor jogador da competição – declarou o jogador de 20 anos ao LANCE!Net.

O reconhecimento não veio apenas dos organizadores do Torneio de Toulon. O jornal britânico “Daily Mail”, por exemplo, comparou Rodrigo a dois jogadores que foram campeões mundiais com a Seleção: Dunga (1994) e Kaká (2002).

– Muito  gratificante. É uma honra ser comparado a um jogador que já levantou uma taça na Copa do Mundo com a camisa da Seleção Brasileira. E o Kaká era um ídolo para mim, já que eu sempre fui são-paulino, e também pelo sucesso e superação de vida dele – comemorou.

As comparações com Kaká ocorreram pela semelhança física. Já com Dunga, a relação foi feita pela postura dentro de campo. O jovem tem sido zagueiro no São Paulo, mas comandou o meio de campo do time de Alexandre Gallo como volante, posição na qual iniciou a carreira.

– Fui muito bem. Me adaptei rapidamente e pude contribuir E isso fica mais evidente porque ganhamos o título – destacou, sem dizer se volta ou não a ser volante no Tricolor.

Confira bate-bola exclusivo com Rodrigo Caio:

Ser o melhor do Torneio de Toulon foi seu maior feito da carreira?
Foi um dos maiores. Foi uma sensação muito boa ganhar um título com a Seleção que iniciou o ciclo olímpico (para os Jogos de 2016), às vésperas da Copa do Mundo. Foi uma experiência muito boa. Toda a equipe se destacou e eu consegui ir muito bem individualmente. E com o título, isso tudo têm peso maior.

E agora, quer voltar a ser volante também pelo São Paulo?
O nosso elenco tem muita qualidade. Excelentes jogadores que fazem esse papel, tanto é que na minha ausência a equipe conseguiu terminar entre os quatro primeiros.

Como viu a ascensão do Lucão na posição que era sua?
Fico muito feliz. É um garoto pelo qual torço demais pelo sucesso.