icons.title signature.placeholder Guilherme Cardoso
01/06/2014
15:02

A conquista do título da categoria dos pesados do TUF Brasil 3, realizada neste sábado, em São Paulo, foi alcançada por Antônio "Cara de Sapato" de forma meteórica. Isso por que poucos sabem que a carreira do lutador começou há onze meses. Depois de brilhar nos tatames onde consagrou-se como um dos maiores nomes do jiu-jitsu nacional, o lutador migrou para o MMA em julho de 2013. Depois de três lutas e três finalizações, a entrada no reality show do UFC lhe rendeu o cobiçado contrato com a organização.

Em coletiva de imprensa realizada logo após a vitória por decisão diante de Vitor Miranda, Cara de Sapato analisou seu início no esporte e como deve trabalhar sua cabeça na posição que ocupa já aos 24 anos de idade. 

- A juventude está chegando com tudo. Fiquei feliz com a luta. Muita gente duvidava de que eu lutaria três round's, foi importante, me deu maturidade. Estava preparado. Agora é manter o foco. Faço isso porque amo, gosto. Quero tentar manter a cabeça boa, tenho pessoas boas ao meu redor - avaliou o atleta, que foi do Time Wanderlei durante o TUF.

Antônio também analisou a atitude de Vitor Miranda, que durante o confronto negou as tentativas de tocar as luvas feitas por Cara de Sapato, algo comum entre lutadores dentro do octógono como demonstração de respeito.

- Ele quis usar isso para abalar o lado psicológico. Admiro muito O Vitor. Ele pediu desculpas após a luta. Está tudo bem - explicou.

Cara de Sapato dominou Vitor Miranda por três round's (FOTO: Wagner Carmo/Inovafoto)

Logo após ser anunciado como campeão dos pesados do TUF Brasil 3, Cara de Sapato deu entrevista ainda no octógono e, ao citar o nome de Wanderlei Silva, viu o público presente reagir com uma sonora vaia. O lutador avaliou o episodio.

- Convivi com o Wanderlei por 45 dias. Conseguimos conhecer o verdadeiro Wanderlei, um cara emotivo. Por mais que muitas pessoas não tenham gostado do que ele fez, a questão da briga não caiu bem. Ele me tratou super bem, o Sonnen também. E toda história que Wanderlei tem... Ele viveu outra época do vale-tudo, cresceu com outra mentalidade. Respeito muito ele, torço muito por ele - concluiu o atleta.