icons.title signature.placeholder Daniel Hippertt
18/11/2013
15:58

Uma cidade de apenas 200 mil pessoas no interior catarinense está em festa. Desde o último sábado, os moradores de Chapecó enfeitam as ruas de verde. Isto porque a Chapecoense, time local, conquistou o inesperado acesso à elite do futebol brasileiro em 2014. O L!Net foi atrás do capitão da equipe, Rafael Lima, que definiu o ano como "sensacional".

- O clima está maravilhoso, depois do empate contra o Bragantino (jogo que garantiu o acesso) no sábado, saímos em carreata pelas ruas, no caminhão de corpo de bombeiros. É uma sensação de dever cumprido, mantivemos a regularidade durante toda a competição. Da primeira até a última rodada permanecemos no G4. Ninguém foi tão regular, nem o Palmeiras conseguiu isso - declarou o zagueiro, com exclusividade.

A Chapecoense, conhecida como Verdão do Oeste para os mais íntimos, deve muito ao treinador Gilmar dal Pozzo. O comandante chegou à Arena Condá no ano passado, sob olhares desconfiados, e conquistou dois acessos consecutivos: para a Série B de 2013 e agora para a Primeira Divisão do ano que vem.

- O trabalho dele é espetacular. Ele chegou e muitos não acreditavam nele, mas agora vamos jogar a Série A. Ele vai ser um dos melhores treinadores do Brasil - cravou Rafael Lima.

Nesta terça-feira, a Chapecoense volta aos treinos, mas apenas cumprirá tabela nas próximas rodadas, já que o título é do Palmeiras e o vice-campeonato está garantido. Os olhos estão mesmo voltados no ano que vem, quando o Índio Condá tentará surpreender times com um poder aquisitivo muito maior, gigantes do futebol brasileiro.

- Estou muito animado pra jogar. A diretoria está fazendo de tudo para manter a espinha dorsal do elenco para o ano que vem. Eu costumo dizer que futebol é muito igual. A Série A tem jogadores diferenciados e isto é inegável, mas boa parte dos jogadores é do mesmo nível. Vamos precisar de reforços, mas não devemos desmanchar o grupo, que já tem experiência - finalizou o capitão do clube catarinense.


BATE-BOLA

Rafael Lima, capitão da Chapecoense, com exclusividade ao L!Net

Como está a reação das pessoas nas ruas depois do acesso?

A todo momento a gente é parado para tirar foto, ouvir agradecimentos, tem até torcedor chorando. Durante a carreata, um torcedor que devia ter uns 70 anos estava chorando bastante e agradecendo. Foi emocionante.

Vocês tinham como meta a manutenção na Série B. O que mudou ao longo da competição?

Terminamos o primeiro turno com 40 pontos, apenas um atrás do Palmeiras. Na segunda rodada do returno havíamos eliminado as chances de rebaixamento, e fomos atrás do sonho do acesso.

Qual foi o momento crucial nesta campanha?


Muitos jogadores receberam proposta de times de Série A, eu inclusive, do Atlético-PR. O professor Gilmar recebeu uma proposta milionária do Criciúma. Nos reunimos no vestiário e resolvemos ficar e tornar a Chapecoense um clube grande. Há dois anos atrás eu estava disputando a segunda divisão catarinense e o clube me abriu as portas, eu não podia virar as costas.