icons.title signature.placeholder Felipe Domingues
09/02/2015
20:19

Um duelo Brasil e Argentina chama a atenção em qualquer esporte. Entre os dias 6 e 8 de março, será a vez do tênis receber o "superclássico". E logo em uma primeira rodada do Grupo Mundial da Copa Davis. Para o capitão da Seleção Brasileira no torneio, João Zwetsch, "pimenta" não faltará.

- Partimos do seguinte princípio, qualquer jogo que fizermos será duro. São condições difíceis, o ambiente é muito quente nessa época, um inferno, muito úmido. Independente de quem jogar, vai ser pedreira. Existe uma rivalidade grande. Vamos segurar a onda, tem de saber enfrentar com personalidade. Tudo terá uma pimenta a mais nesse confronto - comentou.

Agora treinador de Thomaz Bellucci (63º) no Circuito da ATP, o capitão não poupou elogios ao pupilo. Porém, não é só o número 1 do país que irá compor a equipe. Um segundo tenista em simples deve ser convocado, além de Marcelo Melo e Bruno Soares nas duplas e, com a equipe fechada, Zwetsch faz mistério.

- A atitude dele (Bellucci) é muito legal, sempre determinado. É exemplar no trabalho. Um jogador do nível dele, com esse algo a mais... Seguindo com isso, é um fator importante - disse, para depois completar sobre o time:

- A convocação deve sair na semana que vem. Estamos esperando a deles. Faz parte do jogo. Entregar tudo de mão beijada é ruim. Mas temos tudo bem encaminhado. A ideia não é mudar nosso caminho, nossa linha. A convocação já foi feita com antecedência, até para os jogadores se prepararem. Mas eles sabem que detalhes podem fazer a diferença - afirmou.

Toda a polêmica em cima do segundo nome do país nas duplas, vem do duelo entre Brasil e Espanha na repescagem do Grupo Mundial, no ano passado. À época, João Souza, o Feijão (113º) reclamou publicamente pela não-convocação. Para Zwetsch, águas passadas, mas com ressalvas...

- Ele tinha vontade de jogar e se expressou de uma forma alterada. Ele foi mau orientado. Se sentia em condições e no direito de ser convocado, mas existia um contexto maior. O Feijão vivia um momento melhor, mas nada expressivo. O time que está em volta dele pisou na bola. A gente tem de ter um pouco mais de tolerância. Não podemos tirar o direito de ele reclamar que quer jogar, mas poderia ter feito diferente - disse Zwetsch, antes de "enterrar a discussão":

- São coisas do passado, a gente tem que olhar para frente. Acima de qualquer coisa, temos critérios ali dentro que a gente respeita e vai continuar respeitando. Temos ideias que não vão mudar porque um chia mais ou outro menos. Todos os jogadores são convocáveis a medida que a coisa seja a mais correta a fazer. Não levo nada para o lado pessoal, porque isso não existe na Davis - completou.