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22/04/2014
09:42

Nos 18 meses que vestiu a camisa 10 do Botafogo - entre julho de 2012 e dezembro de 2013 -, o holandês Seedorf sempre foi tido como mais do que um jogador de futebol. O ex-craque, hoje técnico do Milan (ITA), era o grande líder do time dentro e fora do campo. E justamente por esta postura de liderança, sempre na busca por mudanças e transformações, o ex-camisa 10 colecionou algumas desavenças no clube.

Para Jefferson, que chegou a discutir publicamente com Seedorf em um clássico contra o Flamengo, e em alguns treinos, apesar das dificuldades que enfrentaram no relacionamento, a vinda do holandês foi muito positiva para o time e para o clube.

- Nossa relação sempre foi muito profissional. O Seedorf chegou aqui no Botafogo e revolucionou. Pela postura e profissionalismo. A cobrança dele em certos momentos era muito forte. Mas é um cara chato para o bem. É que às vezes ele tentou mudar as coisas muito rápido. Acho que em três, quatro meses ele tentou mudar coisas que duraria talvez anos. Então, nisso que ele pecou. Mas com certeza ele acrescentou muito para o Botafogo, o Botafogo cresceu muito com a chegada dele. Claro que a gente peneirava muita coisa, mas ele acrescentou bastante - disse Jefferson, em entrevista à Rádio Globo.

Além das discussões com companheiros, Seedorf chegou a admitir que discutiu algumas vezes com o técnico Oswaldo de Oliveira. Em recente entrevista na Itália, Seedorf criticou a falta de profissionalismo de alguns dos seus ex-companheiros no Botafogo. Jefferson deu alguns exemplos das transformações que o holandês implementou no clube.

- Ele (Seedorf) mudou nosso jeito de chegar ao vestiário, não podia ter música, a cadeira tinha que ser do jeito que ele achava que tinha que ser, essas coisas assim que ele quis mudar - contou o goleiro.

Pelo Botafogo, Seedorf disputou 81 jogos e marcou 24 gols. O ex-craque foi campão carioca em 2013 e ajudou o time a conseguir a vaga para disputar a Copa Libertadores de 2014. No entanto, em janeiro, antes de se apresentar para a pré-temporada, recebeu proposta para se tornar treinador do Milan e encerrou a carreira como jogador. Ele tinha contrato com o clube brasileiro até 30 de junho.