icons.title signature.placeholder Bruno Cassucci e Russel Dias
11/11/2014
12:51

A declaração de Fernando Silva ao LANCE!Net, de que não estaria presente todos os dias no clube, caso eleito presidente do Santos, foi repercutida com os outros quatro candidatos à presidência e gerou críticas por parte de seus adversários.

Os outros nomes que pretendem concorrer ao pleito comentaram e opinaram a respeito dessa e de outras declarações.

- Discordo. O Santos tem que ter uma atenção só para ele. Eu, se eleito, pretendo ir todos os dias, dividindo entre Santos e a sub-sede em São Paulo. Tem que trabalhar pelo menos oito horas ao dia - afirmou José Carlos Peres, da chapa Santos Vivo.

- Eu acho que o Santos exige dedicação plena. O tamanho da responsabilidade, no meu ponto de vista, exige isso. Se ele está montando equipe, deve apresentar essa equipe, porque o associado estará votando nessas pessoas também. O Santos precisa ser administrado dia e noite - opinou Modesto Roma, da Santos Gigante.

- Sou contra, tem que estar todo dia no clube, tem que se dedicar todo dia, senão é melhor não estar lá. Não dá para saber o que se passa se não estiver lá todos os dias. Ou ele vai aparelhar o clube, que é o perfil dele. Sou contrário a isso - disse Nabil Khaznadar, da chapa Avança, Santos.

- Particularmente, eu estarei todos os dias no clube, se eleito. Sou servidor público estadual e minha função permite que eu esteja - acrescentou Orlando Rollo da chapa Pense Novo Santos.

Outro ponto da entrevista de Fernando Silva repercutido foi sobre investidores. Segundo Silva, sua equipe teria nomes de peso no mercado financeiro, que ajudaria a atrair patrocinadores ao clube.

- Não será fácil atrair investidores. O mercado exige credibilidade. O Santos hoje vai ter dificuldades para isso. O investidor quer saber o que vai ganhar, querem retorno. Tem que pensar em cada centavo gasto, com equilíbrio e critério, isso resulta em credibilidade - pensa José Carlos Peres.

- Temos que ter relações abertas. O clube só não pode ser barriga de aluguel, vitrine, tem que ser um clube que disputa títulos. O Fernando Silva teve relações com o grupo Sonda e depois eles desistiram do futebol - afirmou Modesto Roma.

- Não existe investimentos no futebol brasileiro se não houver grandes projetos. Acho fácil falar, quero ver o plano. Ninguém está conseguindo investimentos tão fácil. Investidores querem algo bem maior do que apenas a marca estampada no uniforme - pontuou Nabil Khaznadar.

- É complicado, os investidores querem que a gente venda a alma do clube. Eu, por exemplo, tenho boa relação com investidores da Arábia Saudita, estive lá representando o Santos em 2010. Acho que temos que trazer investidores palpáveis - concluiu Orlando Rollo.

Dando início a série de entrevistas com todos os candidatos à presidência do Santos, o LANCE!Net publicou nesta terça-feira, com o critério de ordem alfabética, a bateria de perguntas com o candidato Fernando Silva, da chapa Mar Branco. Ao longo da semana, todos terão sua bateria de perguntas e respostas publicadas na íntegra.