icons.title signature.placeholder Luiz Gustavo Moreira e Paulo Victor Reis
22/11/2014
07:04

O próximo presidente do Botafogo, que assumirá o clube na próxima quarta-feira – dia seguinte ao pleito – terá que, imediatamente, lidar com problemas relativos à grande dívida, que gira em torno de R$ 720 milhões. Porém, apesar dos altos valores, o candidato à presidência pela Chapa Azul, Carlos Thiago Cesário Alvim, garantiu, em entrevista ao LANCE!Net, ao lado do candidato a vice-presidente Durcesio Mello, que o clube não irá fechar as portas.

– O Botafogo não fecha, não acaba, enquanto nós estivermos vivos. O Botafogo é um clube imortal. É uma instituição que exige e merece respeito. A dívida está equacionada, o problema é honrar e pagar os compromissos – afirmou Thiago, que foi vice-presidente social durante cinco anos da gestão de Mauricio Assumpção, mas rejeita com veemência o rótulo de situação.

Para o candidato, há que se ter atenção a três itens caso venha a assumir o clube:

– O Botafogo precisa de três coisas urgentes: o pagamento do Refis, a volta ao Ato Trabalhista e o retorno ao Engenhão.

Com o apoio de muitos alvinegros ilustres e membros influentes da política alvinegra, como os ex-presidentes Carlos Augusto Montenegro e Bebeto de Freitas, Cesário aposta nas boas relações de membros da sua chapa para sensibilizar os credores.

– Somos pagadores de tributos, o empresário brasileiro é descascador de abacaxi. Vamos trazer essa nossa experiência para dentro do Botafogo. Vamos dar alegria para milhões de famílias brasileiras.

QUEM É ELE: Carlos Thiago Cesário Alvim, de 54 anos, foi vice de comunicação social do clube entre 2009 e 2014. Ele deixou o cargo para se dedicar à campanha presidencial. Durante o período em que ocupou o cargo costumava ser figura bastante presente nos diferentes eventos do Botafogo, representando a diretoria. Dono do bar "Carioca da Gema", na Lapa, também é presidente eleito do Polo Novo Rio Antigo.