icons.title signature.placeholder Fellipe Lucena e Thiago Ferri
21/06/2014
08:40

Líder em assistências no Palmeiras com quatro passes para gol, Marquinhos Gabriel conversava com a reportagem do LANCE!Net na Academia de Futebol quando o polivalente Marcelo Oliveira, surpreso, questionou:

– Ele fala? – brincou o camisa 26, apontando para o meia-atacante.

Em pouco mais de seis meses no Verdão, o atleta de 23 anos, revelado pelo Internacional, ainda não se acostumou com os holofotes. Tímido, o jogador diz não ter costume de sair, nem de dar entrevistas. A postura é motivo de brincadeiras no elenco, que serve como seu “escudo”. Em saídas de campo, o palmeirense tem até uma tática para fugir dos microfones.

– Eu espero Wesley e Valdivia saírem antes para dar entrevista, e aí eu pego e passo por trás dos jornalistas (risos). Sou tímido, não gosto desta coisa de assédio. Quanto menos eu der entrevista, mais à vontade eu fico – justificou.

Ainda pouco conhecido pelos palmeirenses quando está na rua, Marquinhos passou a ter mais oportunidades com a saída de Leandro para a Seleção sub-21. Em disputa com um jogador que estava em baixa, o camisa 40 tenta finalmente se definir como titular, agora com Ricardo Gareca no comando.

Para o tímido meia-atacante, ter um técnico estrangeiro não é novidade. No Internacional, trabalhou com o uruguaio Jorge Fossati.

– Ele (Fossati) falava bem português, então não tinha problema nenhum para entender. Tem algumas coisas diferentes, até a formação do time. Houve a adaptação, que terá aqui (com Gareca), e vamos adquirir a forma que ele trabalha – lembrou.

O jogador terá quase um mês de treinos para convencer El Flaco de que merece ser mantido na equipe, mesmo com a volta de Leandro, sempre titular com a comissão técnica anterior. Com o comandante argentino, conhecido por gostar de dialogar com seus atletas, Marquinhos Gabriel torce para não sofrer.

– Se eu entender o que ele falar, vou responder em português, senão vou ficar quieto (risos) – afirmou.

CONFIRA UM BATE-BOLA EXCLUSIVO COM MARQUINHOS GABRIEL:

O assédio da torcida é grande quando você está na rua?
São bem poucos que me conhecem, dão uma olhada diferente, pedem autógrafo. Eu também não costumo sair. Vou no shopping, dar uma volta, mas em geral é isso, tranquilo.

Os jogadores brincam com você por causa desta sua timidez?
Eu fico tranquilo, no meu cantinho. Às vezes a gente dá uma brincada, que é importante. O grupo é bom nisto. Quando dá para brincar, a gente brinca, mas prefiro ficar na minha.

Você considera que está pronto para o aumento do assédio?
Tem que acostumar, não tem jeito. A gente espera fazer muitos gols, ajudar o Palmeiras em vitórias, e quando tiver o convite (para entrevistas) vamos conversar com o pessoal e atender a todos bem.

Sua característica foi sempre esta, de ser garçom do time?
Eu costumo dar mais assistências do que gols. É desta maneira que estamos ajudando. Isto é o mais importante.