icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
icons.title signature.placeholder LANCEPRESS!
24/07/2013
08:17

Avançar na Copa do Brasil ou jogar a Sul-Americana? Uma sinuca de bico na qual os clubes foram colocados pelo conflitos do calendário e o critério de classificação da CBF. No atual estágio da competição nacional (terceira fase), quem der mais um passo abre mão da disputa internacional.

Nesta quarta-feira à noite, Ponte Preta, Santos, Atlético-PR e Botafogo entram em campo contra Nacional-AM, CRAC (GO), Paysandu e Figueirense, respectivamente, para definir o destino de cada um.

A Macaca já escolheu a prioridade. Segundo o L!Net apurou, os dirigentes do time de Campinas, que perdeu o jogo de ida para o Nacional (da Série D), por 1 a 0, em casa, já tomaram partido e querem a Sul-Americana. Tanto que vários reservas viraram titulares na Copa do Brasil e assim será às 21h30.

Outros já definiram o futuro. Ninguém admite ter entregado a Copa do Brasil, mas é inegável que as eliminações de Coritiba, Bahia, Portuguesa, Criciúma e Vitória foram menos traumáticas sabendo que a vaga na Sul-Americana poderia vir como consequência.

Mas por que optar por ela? É que, para alguns dos times, disputar uma competição internacional e expor a marca lá fora é raridade. Jogar o torneio é mais atrativo, apesar de a Copa do Brasil ser mais rentável (campeão ganha R$ 6 milhões). Mas a jogada é arriscada, já que a primeira fase para os times brasileiros é um confronto interno. Metade dos oito classificados nem chega a sair do país. Vale o risco?

Sorteio será dia 6

A CBF já definiu que o sorteio dos confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil será no dia 6 de agosto. Nessa fase, entrarão os participantes da Libertadores, menos o São Paulo, e o Vasco.

Academia LANCE!
Pedro Trengrouse - Especialista em gestão esportiva

Há um sinal de alerta porque o calendário do futebol sul-americano podia ser repensado como um todo. O modelo que obriga clubes de altíssimo poder de investimento a se submeter a condições precárias de jogo, como ocorre em diversos estádios sul-americanos, não é sustentável.

Essa posição de preterir competições brasileiras para privilegiar competições sul-americanas é um contrassenso, porque as competições no Brasil são, em regra, mais rentáveis que as sul-americanas. Isso porque o modelo de organização do calendário sul-americano não se sustenta, porque nivela por baixo os clubes brasileiros. Por sua vez, estes são obrigados a sustentar a viabilidade econômica de competições onde eles não conseguem proteger o investimento.

Vários jogos colocam em risco até mesmo a integridade física dos jogadores, e não estou falando só dos jogos em grande altitude, que comprovadamente colocam em risco a vida do atleta, mas também das condições de segurança dos próprios estádios. Eles não passariam em nenhuma das simples vistorias que são realizadas nos estádios brasileiros.

Então, você coloca em risco o investimento que os clubes brasileiros fazem nos atletas ao se sujeitarem a condições de segurança precárias, seja pela altitude, seja pelas péssimas condições da maioria dos estádios sul-americanos.

Avançar na Copa do Brasil ou jogar a Sul-Americana? Uma sinuca de bico na qual os clubes foram colocados pelo conflitos do calendário e o critério de classificação da CBF. No atual estágio da competição nacional (terceira fase), quem der mais um passo abre mão da disputa internacional.

Nesta quarta-feira à noite, Ponte Preta, Santos, Atlético-PR e Botafogo entram em campo contra Nacional-AM, CRAC (GO), Paysandu e Figueirense, respectivamente, para definir o destino de cada um.

A Macaca já escolheu a prioridade. Segundo o L!Net apurou, os dirigentes do time de Campinas, que perdeu o jogo de ida para o Nacional (da Série D), por 1 a 0, em casa, já tomaram partido e querem a Sul-Americana. Tanto que vários reservas viraram titulares na Copa do Brasil e assim será às 21h30.

Outros já definiram o futuro. Ninguém admite ter entregado a Copa do Brasil, mas é inegável que as eliminações de Coritiba, Bahia, Portuguesa, Criciúma e Vitória foram menos traumáticas sabendo que a vaga na Sul-Americana poderia vir como consequência.

Mas por que optar por ela? É que, para alguns dos times, disputar uma competição internacional e expor a marca lá fora é raridade. Jogar o torneio é mais atrativo, apesar de a Copa do Brasil ser mais rentável (campeão ganha R$ 6 milhões). Mas a jogada é arriscada, já que a primeira fase para os times brasileiros é um confronto interno. Metade dos oito classificados nem chega a sair do país. Vale o risco?

Sorteio será dia 6

A CBF já definiu que o sorteio dos confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil será no dia 6 de agosto. Nessa fase, entrarão os participantes da Libertadores, menos o São Paulo, e o Vasco.

Academia LANCE!
Pedro Trengrouse - Especialista em gestão esportiva

Há um sinal de alerta porque o calendário do futebol sul-americano podia ser repensado como um todo. O modelo que obriga clubes de altíssimo poder de investimento a se submeter a condições precárias de jogo, como ocorre em diversos estádios sul-americanos, não é sustentável.

Essa posição de preterir competições brasileiras para privilegiar competições sul-americanas é um contrassenso, porque as competições no Brasil são, em regra, mais rentáveis que as sul-americanas. Isso porque o modelo de organização do calendário sul-americano não se sustenta, porque nivela por baixo os clubes brasileiros. Por sua vez, estes são obrigados a sustentar a viabilidade econômica de competições onde eles não conseguem proteger o investimento.

Vários jogos colocam em risco até mesmo a integridade física dos jogadores, e não estou falando só dos jogos em grande altitude, que comprovadamente colocam em risco a vida do atleta, mas também das condições de segurança dos próprios estádios. Eles não passariam em nenhuma das simples vistorias que são realizadas nos estádios brasileiros.

Então, você coloca em risco o investimento que os clubes brasileiros fazem nos atletas ao se sujeitarem a condições de segurança precárias, seja pela altitude, seja pelas péssimas condições da maioria dos estádios sul-americanos.