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18/04/2014
12:10

Natural de Fortaleza, Caio "Monstro" Magalhães precisou suar muito para conquistar o seu lugar no atual cenário do MMA mundial. De origem humilde e acostumado a batalhar desde pequeno para auxiliar no sustento da família, o atleta da Nova União estreou no octógono em junho de 2012, e soma duas vitórias seguidas em três lutas. Seu próximo compromisso será neste sábado, em Orlando, Estados Unidos, no UFC: Werdum x Browne. O oponente será Luke Zachrich, estreante que substitui Josh Samman, fora do combate por lesão.

Caio sempre teve o jiu-jitsu nas veias. Por isso, não pensou duas vezes em aliar a ajuda em casa com o prazer. E assim, após trabalhar nos Correios, deu aulas particulares da arte suave para complementar a renda familiar. Anos depois, faixa-preta e com conquistas no tatame, vai testar seu jogo de solo contra o americano, dono de sete finalizações no cartel.

- Trabalhei desde muito novo para ajudar em casa, mas meu foco sempre foi no esporte. Minha mãe não entendia muito bem, mesmo assim sempre esteve ao meu lado e me deu o maior apoio. Pratico jiu-jitsu desde pequeno e nunca parei de treinar. Não tive nada fácil em minha vida, e no UFC não tem sido diferente. Enfrento caras duros em todas as lutas e confio em minha parte de chão para vencer no sábado - conta o lutador, através de assessoria de imprensa.

Apesar de ter seu adversário alterado com apenas duas semanas antes do combate, o cearense não perdeu tempo e já analisou o novo desafio que terá pela frente. Zachrich faz seu debute na organização, e possui um cartel com 13 vitórias e duas derrotas.

- Espero uma luta dura, já que é um cara bem forte e gosta de colocar para baixo. Já o analisei por vídeos, mas essa mudança de última hora não me afeta muito, já estou acostumado. Eu entrei no UFC dessa maneira também, pegando uma luta faltando pouco tempo. Todo mundo espera essa oportunidade e, quando ela vem, ninguém quer desperdiçar - conta Caio, que chegou ao evento em janeiro de 2012, substituindo o, na época, lesionado Thiago Bodão.

Assim como a labuta da infância, desde cedo também Caio carrega consigo um curioso apelido. Comum no MMA, a alcunha do cearense é motivo de orgulho e de risadas para ele.

Em sua última luta, Caio Monstro bateu Nick Ring na decisão (FOTO: Divulgação/UFC)

- Foi na época que lutava jiu-jitsu. Eu tinha 14 anos, mas era muito grande para os meninos que competiam comigo. Então comecei a lutar com os adultos e todo mundo me chamava de monstro. O apelido pegou e levei para o MMA. Eu gosto - revela, aos risos.

Com sete vitórias e apenas uma derrota no cartel, o peso-médio (até 84kg) agora tem a tarefa de manter a evolução no UFC. Com a confiança em alta, Caio Monstro fará sua segunda aparição pelo evento nos Estados Unidos, após triunfos no Brasil e na Austrália sobre Karlos Vemola e Nick Ring, respectivamente.

- Engatar vitórias consecutivas no UFC, que só tem lutador duro, me dá uma confiança maior, mas a responsabilidade aumenta também. Consegui duas boas atuações e estou muito animado de atuar nos Estados Unidos novamente. Será bom ser reconhecido por lá também. Com três lutas na organização, os adversários já têm o que ver no meu jogo, mas vou sempre surpreender - decreta.