icons.title signature.placeholder Jonas Moura
11/02/2015
09:01

Aos poucos, os bastidores do vôlei brasileiro se acalmam após a enxurrada de acusações que tomou conta do noticiário esportivo em dezembro do ano passado. Superintentente-geral e vice-presidente da CBV, Neuri Barbieri recomendou ao técnico da Seleção Brasileira masculina, Bernardinho, e ao mandatário da FIVB, Ary Graça, que os dois lados minimizassem as críticas um ao outro por meio da imprensa, em tentativa de selar a desejada reconciliação.

Como revelou o LANCE!Net nesta quarta-feira, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) retomaram o diálogo após um período de turbulência e troca de farpas constantes. E existe até a chance de as finais da Liga Mundial voltarem a acontecer no Brasil. Mas tudo depende da FIVB, que já tem conversas adiantadas com a Austrália.

– Principalmente é importante que os envolvidos, sobretudo o Bernardo e o presidente, tentem minimizar suas manifestações púbicas, porque isso ajuda a retomar o bom diálogo e a boa convivência. O Ary até já se dispôs a isso – afirmou Barbieri.

A relação entre Bernardinho e Graça já não vinha sendo das melhores nos últimos anos, ainda mais com a chegada de um grupo aliado ao treinador ao comando da entidade do vôlei brasileiro e com as denúncias de irregularidades feitas pela ESPN sobre contratos firmados na era Graça. Mas tudo piorou na reta final do Campeonato Mundial da Polônia, ano passado.

Uma confusão ao fim do jogo do Brasil contra os donos da casa pela terceira fase do torneio rendeu ao técnico 10 partidas de suspensão e multa de U$ 2 mil (R$ 5,6 mil). O líbero Mário Junior foi suspenso por seis jogos. O ponteiro Murilo, por um partida. Já o levantador Bruninho levou multa de U$ 1 mil (R$ 2,8 mil). As punições foram anunciadas no dia 12 de dezembro, um dia após a divulgação do relatório da CGU. A atitude foi vista pela CBV como represália da FIVB.

Os brasileiros recorreram da decisão no Painel de Apelações da FIVB e aguardam a data do julgamento. No mesmo dia em que as punições foram divulgadas, a CBV saiu em defesa do time nacional e informou que não organizaria mais as finais da Liga Mundial por "não compactuar com as práticas adotadas pela FIVB". Agora, mudou de postura.

A repercussão do relatório final da Controladoria Geral da União (CGU), em dezembro, que confirmou e ampliou as denúncias da emissora, levou à suspensão dos pagamentos do Banco do Brasil, principal parceiro da CBV. O banco condicionou o retorno do investimento, estimado em R$ 70 milhões por ano, ao cumprimento de uma série de medidas recomendadas pelo órgão.

Em janeiro, o acordo foi reativado após a assinatura de um aditivo ao contrato, que tem validade até 30 de abril de 2017. 

Relembre o conflito entre CBV e FIVB

Guerra declarada
No dia 4 de dezembro de 2014, a CBV recebeu relatório da Controladoria Geral da União (CGU) com os resultados da auditoria que investigou denúncias de irregularidades na entidade feitas pela ESPN. Em seguida, a confederação cancelou contratos firmados na gestão de Ary Graça e acionou judicialmente os nomes apontados pela CGU para que os valores fossem ressarcidos.

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Represália?
Uma confusão ao fim do jogo Brasil x Polônia pela terceira fase do Mundial, em setembro de 2014, rendeu ao técnico Bernardinho 10 partidas de suspensão e multa de U$ 2 mil (R$ 5,6 mil). Mário Junior foi suspenso por seis jogos. Murilo, por um partida. Já Bruninho levou multa de U$ 1 mil (R$ 2,8 mil). As punições foram anunciadas no dia 12 de dezembro, um dia após a divulgação do relatório da CGU. A atitude foi vista pela CBV como represália da FIVB.
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Reação imediata
A CBV anunciou no mesmo dia que abriria mão de sediar a fase final da Liga Mundial de 2015. Agora, já voltou atrás.