icons.title signature.placeholder Felipe Mendes, enviado especial*
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15/07/2013
22:53

A burocracia das leis brasileiras quase fez o nadador Vinícius Waked perder a viagem para a disputa do Mundial de Barcelona. Tudo porque o dinheiro gasto pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) com a delegação que disputa a Universíade de Kazan (RUS) é oriundo de convênio com o Ministério do Esporte. Por conta disso, é necessária a prestação de contas e as passagens são de ida e volta para o Brasil.

Assim, Waked não podia ir direto de Kazan para Barcelona. O problema é que sua passagem de volta para o Brasil estava marcada para o dia 22 e a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) marcou a saída do Brasil para o dia 19.

Desde que chegou em Kazan, no dia 8, Waked demonstrava enorme tensão. Ele saiu do Brasil sabendo do problema, mas optou por manter a viagem, ao contrário de Nicolas Oliveira, que cancelou sua ida à Universíade. Somente nesta segunda-feira a CBDU conseguiu trocar a passagem, após negociação com a Emirates, que cobrava US$ 4 mil pela mudança. Com um valor abaixo, a entidade fez a troca e Waked embarcou na própria segunda-feira de Kazan.

Pela manhã na cidade russa, o nadador conversou com a reportagem do LANCE!Net. Ele estava esperançoso com a resolução do problema. Mas criticou a burocracia brasileira.

– É um pouco cansativo ter de voltar para o Brasil, mas é a lei brasileira por conta da parceria com o Ministério do Esporte. Faz parte. Vim sabendo disso – afirmou Waked, que no Mundial está inscrito nos revezamentos 4x100m livre e 4x200m livre.

O nadador também lamentou a falta de comunicação entre a CBDU e a CBDA. Ele, porém, lembrou que as passagens foram compradas muito em cima da hora porque houve demora na liberação da verba por parte do Ministério. Por conta disso, a opção de datas ficou mais escassa.

Quem também sofreu com problema semelhante foram os judocas que disputaram a Universíade. Medalha de ouro e prata no evento, Rochele Nunes foi obrigada a voltar para o Brasil, de onde viajará para a disputa do Grand Slam de Moscou.


A odisseia de Waked:

Ida para Kazan
Waked saiu de São Paulo no dia 5 de julho e chegou em Kazan no dia 8. A natação começou dia 10. Percorreu 12.234 quilômetros até Dubai (EAU). Mais 3.681 até Moscou (RUS). Por fim, ainda teve 721 quilômetros até Kazan. No total, foram 16.636 quilômetros.

Em Kazan
Waked competiu nos 200m livre no dia 11 (ficou em 21º e não foi para a semifinal). No dia 13, nadou os 100m livre e foi até a semifinal. E ontem, disputou os 50m livre, se classificou para a semifinal, mas não nadou para poder viajar de volta para o Brasil.

Volta para São Paulo
Fará o mesmo trajeto da ida, totalizando mais 16.636 quilômetros de viagem, com previsão de chegada para esta terça-feira.


Bate-Bola:

Vinícius Waked
Nadador em entrevista exclusiva ao LANCE!Net

Por que você decidiu competir na Universíade de Kazan?
Conversei com meu técnico e ele falou que tinha vindo em duas edições e que era muito válido. Na verdade, a competição é uma mini-Olimpíada. Então, combinamos que eu viria para Kazan.

Como foi competir contra o Vladimir Morozov nos 100m livre e nos 50m livre? Ele é a grande aposta da Rússia para o Mundial.
Foi bom. Nos 100m livre, ele fez um tempo (47s62) que o faria brigar por medalha no Mundial. É a segunda melhor marca do ano (fica atrás somente do australiano James Magnussen, com 47s53).

E você parece muito tenso diante do problema da passagem...
Sim, estou. Tem muita gente tentando resolver, então às vezes fico sem saber com quem falar. Abri mão da semifinal dos 50m livre para voltar logo. Só vim para Kazan porque já tinha me comprometido

E como está sua expectativa para disputar o Mundial? Você está na equipe dos revezamentos.
Estou com uma expectativa boa. Fiz tempos próximos das minhas melhores marcas. Acho que estarei ainda melhor no Mundial.

* O repórter viaja a convite da CBDU

A burocracia das leis brasileiras quase fez o nadador Vinícius Waked perder a viagem para a disputa do Mundial de Barcelona. Tudo porque o dinheiro gasto pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) com a delegação que disputa a Universíade de Kazan (RUS) é oriundo de convênio com o Ministério do Esporte. Por conta disso, é necessária a prestação de contas e as passagens são de ida e volta para o Brasil.

Assim, Waked não podia ir direto de Kazan para Barcelona. O problema é que sua passagem de volta para o Brasil estava marcada para o dia 22 e a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) marcou a saída do Brasil para o dia 19.

Desde que chegou em Kazan, no dia 8, Waked demonstrava enorme tensão. Ele saiu do Brasil sabendo do problema, mas optou por manter a viagem, ao contrário de Nicolas Oliveira, que cancelou sua ida à Universíade. Somente nesta segunda-feira a CBDU conseguiu trocar a passagem, após negociação com a Emirates, que cobrava US$ 4 mil pela mudança. Com um valor abaixo, a entidade fez a troca e Waked embarcou na própria segunda-feira de Kazan.

Pela manhã na cidade russa, o nadador conversou com a reportagem do LANCE!Net. Ele estava esperançoso com a resolução do problema. Mas criticou a burocracia brasileira.

– É um pouco cansativo ter de voltar para o Brasil, mas é a lei brasileira por conta da parceria com o Ministério do Esporte. Faz parte. Vim sabendo disso – afirmou Waked, que no Mundial está inscrito nos revezamentos 4x100m livre e 4x200m livre.

O nadador também lamentou a falta de comunicação entre a CBDU e a CBDA. Ele, porém, lembrou que as passagens foram compradas muito em cima da hora porque houve demora na liberação da verba por parte do Ministério. Por conta disso, a opção de datas ficou mais escassa.

Quem também sofreu com problema semelhante foram os judocas que disputaram a Universíade. Medalha de ouro e prata no evento, Rochele Nunes foi obrigada a voltar para o Brasil, de onde viajará para a disputa do Grand Slam de Moscou.


A odisseia de Waked:

Ida para Kazan
Waked saiu de São Paulo no dia 5 de julho e chegou em Kazan no dia 8. A natação começou dia 10. Percorreu 12.234 quilômetros até Dubai (EAU). Mais 3.681 até Moscou (RUS). Por fim, ainda teve 721 quilômetros até Kazan. No total, foram 16.636 quilômetros.

Em Kazan
Waked competiu nos 200m livre no dia 11 (ficou em 21º e não foi para a semifinal). No dia 13, nadou os 100m livre e foi até a semifinal. E ontem, disputou os 50m livre, se classificou para a semifinal, mas não nadou para poder viajar de volta para o Brasil.

Volta para São Paulo
Fará o mesmo trajeto da ida, totalizando mais 16.636 quilômetros de viagem, com previsão de chegada para esta terça-feira.


Bate-Bola:

Vinícius Waked
Nadador em entrevista exclusiva ao LANCE!Net

Por que você decidiu competir na Universíade de Kazan?
Conversei com meu técnico e ele falou que tinha vindo em duas edições e que era muito válido. Na verdade, a competição é uma mini-Olimpíada. Então, combinamos que eu viria para Kazan.

Como foi competir contra o Vladimir Morozov nos 100m livre e nos 50m livre? Ele é a grande aposta da Rússia para o Mundial.
Foi bom. Nos 100m livre, ele fez um tempo (47s62) que o faria brigar por medalha no Mundial. É a segunda melhor marca do ano (fica atrás somente do australiano James Magnussen, com 47s53).

E você parece muito tenso diante do problema da passagem...
Sim, estou. Tem muita gente tentando resolver, então às vezes fico sem saber com quem falar. Abri mão da semifinal dos 50m livre para voltar logo. Só vim para Kazan porque já tinha me comprometido

E como está sua expectativa para disputar o Mundial? Você está na equipe dos revezamentos.
Estou com uma expectativa boa. Fiz tempos próximos das minhas melhores marcas. Acho que estarei ainda melhor no Mundial.

* O repórter viaja a convite da CBDU