icons.title signature.placeholder Raphael Martins
12/07/2014
16:15

Ser brasileiro em Buenos Aires, neste momento, é sofrer. Talvez por isso, e também pela forte chuva que cai na tarde de sábado na capital argentina, seja difícil encontrar algum pelas ruas da cidade. Os poucos que tomam coragem para sair dos hotéis, precisam encarar as gozações dos portenhos.

Na Avenida 9 de Julio se encontra o restaurante El Tablón, uma pizzaria onde se respira futebol. Com sua decoração repleta de fotos, bandeiras, camisas e cachecóis, o lugar se parece com um museu dedicado ao esporte mais popular do planeta. A forte presença de camisas de clubes brasileiros, das mais diferentes divisões, como Flamengo, Corinthians, passando por Coritiba, Santa Cruz e até de equipes como Botafogo-PB e Sergipe, mostram que a clientela brazuca é forte. Mas não neste sábado.

No momento em que o LANCE!Net visitou o restaurante, no meio da tarde deste sábado, poucos clientes e não havia um só brasileiro.

- É o mal tempo. Os brasileiros não gostam de chuva. E ainda estão um pouco de cabeça inchada pelos sete gols - diz, entre risos, Mauricio Rodríguez, um dos funcionários do estabelecimento.

Do lado de trás do caixa, Ezequiel Cabral explica como tantas camisas foram parar nas paredes do restaurante.

- Primeiro os donos começaram há dois anos só com os quadrinhos, depois os clientes foram trazendo as camisas, os cachecóis e tudo mais - contou.

Ezequiel é confiante em uma vitória por 2 a 0 da Argentina sobre a Alemanha, na final da Copa deste domingo. Já Mauricio vai mais além e não perde a oportunidade de provocar.

- Será 0 a 0, e ganharemos com um gol na prorrogação. É sempre assim, com sofrimento. Depois, se tivermos tempo, jogaremos um amistoso contra o Brasil e ganharemos. Agora não, porque temos que jogar uma final. Mas depois vamos marcar um amistoso.