icons.title signature.placeholder Murilo Dias
07/07/2014
07:30

A camisa 1 de Bruno, no Palmeiras, não entra em campo faz tempo. O goleiro tem seu nome gravado, porém esquecido, na histórica “academia”. Sente orgulho por sua passagem no time, mas desconversa sobre seu futuro.

– Eu cogitei algumas sondagens, mas até agora nada de concreto. Conversei com o Omar, com o Brunoro, com o Nobre. Até porque tem o Fábio que está jogando bem, o Prass, o Vinicius. Então se tiver que ser no Palmeiras vai ser, senão, vai ser em outro lugar – revelou o agora quarto goleiro do time, em entrevista ao LANCE!.

Bruno perdeu ainda mais espaço com a volta de Deola. No clube desde 1997, passou de mais um reserva de Marcos para um dos goleiros mais criticados do clube. Segue de cabeça erguida, feliz, por atuar pelo time que torce.

– É motivo de honra, orgulho. Ter conquistado muitas coisas aqui, e ainda ter muito pela frente. Poder fazer parte da academia de goleiros, jogar no ano do centenário. É uma honra – disse.

Seu orgulho existe e é justo. Assim como as críticas que fazem sobre seu desempenho em alguns jogos, principalmente os cruciais. Atuando ou não, Bruno não titubeia e agradece, mesmo aqueles que não gostam de seu trabalho:

– O torcedor que me conhece, que confia em mim, eu agradeço muito. Agradeço o carinho. Quem não gosta, sempre está me ajudando com críticas.

Passou por poucas e boas. Ou ruins. Passou. E a questão que fica é: Bruno ainda tem força para seguir como jogador do Palmeiras?

– Claro que tenho, senão não teria renovado meu contrato. Não são 4 ou 5 anos, são 17. É uma historia, uma vida – disse, com esperanças de protagonizar um final feliz.