icons.title signature.placeholder Igor Siqueira
29/07/2014
17:40

A euforia por conquistar a primeira edição da Copa Verde deu lugar à revolta depois da decisão, em primeira instância, tomada pelo STJD de excluir o Brasília da competição e dar o título e a vaga na Sul-Americana-2014 ao Paysandu.

- Isso é uma imoralidade. É a prova do esgoto completo do esgoto do futebol brasileiro. A Justiça Desportiva funcionou com deformidade - esbravejou o presidente do clube, Luiz Carlos Alcoforado, ao LANCE!Net.

O Brasília foi punido pela escalação irregular de quatro jogadores na final da Copa Verde. Os contratos dos atletas se encerrariam antes da final, o clube efetuou na Federação Brasiliense o procedimento para prorrogação, mas a operação, segundo da diretoria de registros e transferências, não apareceu no BID da CBF a tempo - por sinal, isso só ocorreu cerca de dois meses depois.

Só que o Brasília alega que os jogadores tinham sim condição de jogo:

- Eles nunca saíram do BID - diz Alcoforado.

Além disso, o clube nem isso era nem preciso aparecer, segundo o regulamento da competição, porque "todas as referências ao BID expressas devem considerar o BID-e e/ou o DURT-e (Documento Único de Registro e Transferência) conforme trata o Capítulo IV do Regulamento Geral das Competições". E o Brasília assegura que os jogadores estavam com a documentação em dia.

- Apresentamos a prova material de que fizemos a prorrogação do contrato. Não é prova virtual. É material. Foi uma violência que fizeram, que contraria todos os fatos, provas e o regulamento. Espero que isso seja revisto. Não esperava o resultado. No começo, pensei que era só uma provocação do Paysandu - completou Alcoforado, referindo-se ao julgamento no Pleno, que será marcado após o recurso do Brasília.

O advogado do Paysando, Itamar Côrtes, explicou ao L!Net como se deu a defesa e o entendimento da Primeira Comissão Disciplinar do STJD.

- O Brasília alegou que houve publicação tardia por parte da CBF. Mas o que ele tinha que fazer é brigar com a CBF para publicar e não colocar os jogadores em campo. Ainda que tenha havido erro da CBF, que vai ser apurado pela procuradoria, como pediu o relator do caso, o entendimento é que o Brasília tinha a responsabilidade -afirmou.