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24/04/2014
10:33

Os clubes brasileiros continuam a decepcionar nesta edição da Copa Libertadores. Depois das eliminações de três dos seis concorrentes na fase de grupos (Atlético-PR, Botafogo e Flamengo), o martírio continuou nos jogos de ida das oitavas de final. Nenhum time nacional conseguiu vencer. Se nenhum representante do país avançar às quartas de final, irá se repetir algo que não ocorre há 26 anos. 

Atlético-MG e Grêmio ainda possuem o argumento de que farão o segundo jogo desta fase em casa, porém entrarão em campo com a responsabilidade de vencerem por pelo menos 2 a 0. Ambos perderam para Atlético Nacional e San Lorenzo, respectivamente, por 1 a 0 fora de casa. O Cruzeiro, o outro brasileiro ainda na disputa, empatou com o Cerro Porteño, no Mineirão, em 1 a 1. Terá, portanto, a obrigação de balançar a rede adversária no Paraguai. O empate em 0 a 0 classifica o time azulgrana.

Para encontrar algo semelhante no histórico da Libertadores, temos de voltar a 1988. Naquele ano, Guarani e Sport foram os representantes brasileiros na competição. O regulamento era diferente do atual. As 21 equipes se dividiam em cinco grupos, sendo que o campeão anterior (no caso, o Peñarol) só entrava na Terceira Fase. Os dois primeiros colocados avançavam e a partir daí, na Segunda Fase, os 10 times jogavam um mata-mata. Avançavam cinco, que se juntavam ao campeão anterior. Para as semifinais avançavam os três vencedores de seus jogos, mais o perdedor com melhor campanha.

Sport e Guarani estavam no Grupo 5, ao lado dos peruanos Universitario e Alianza Lima. O Leão pernambucano caiu ainda na fase de grupos. O Bugre avançou, mas foi eliminado na fase seguinte pelo San Lorenzo.

Desde que o regulamento atual da Libertadores foi instituído, em 2005, em todas as quartas de final há pelo menos um clube brasileiro. E, mesmo assim, só em 2011 que o Brasil colocou apenas um representante nesta fase: o Santos. O Alvinegro praiano, porém, seria o campeão do torneio naquele ano.