icons.title signature.placeholder Fábio Suzuki
04/11/2014
09:30

A fabricante japonesa de material esportivo Asics tem o Brasil como um de seus principais mercados e isso se revela na grande gama de iniciativas que a marca irá realizar no país em 2015. Além do lançamento de uma linha completa de produtos, a empresa realizará eventos de corridas de rua, patrocinará o principal torneio de tênis no país, e é parceira de três confederações brasileiras de modalidades olímpicas visando os Jogos Rio-2016.

Nesta entrevista exclusiva ao L!, o diretor de marketing e vendas da Asics no Brasil, Leandro Moraes, fala dos destaques da nova linha da marca que será lançada em 2015, da expansão no mercado brasileiro e a da expectativa de fechar este ano com alta de 45% no faturamento no país.

Quais as novidades da Asics para 2015?
Estamos com uma linha completa para o primeiro semestre de 2015 que será lançada no final de janeiro. O segmento de Running é o nosso carro-chefe, mas produtos para Tênis e Vôlei terão forte presença também.

Quais os destaques dessa nova linha?
Um dos destaques são os produtos de pronação, que são voltados para quem tem uma pisada pronada (cujo impulso é feito mais com o dedão do pé) com o modelo Gel Kayano. Teremos também a nova linha “Natural 33”, que é para o atleta correr de forma mais natural. Além destes, teremos calçados específicos para Maratona e Triathlon.

Qual a variação de preço desses modelos?
Os tênis de Performance vão variar entre R$ 350 e R$ 1 mil. Já os calçados Active, de tecnologia mais baixa, variam entre R$ 200 e R$ 350.

Em relação aos eventos realizados, quais as novidades para 2015?
Nosso principal evento é a realização da Golden Four, que são quatro etapas de corrida de rua com até 21 quilômetros. Além de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, teremos uma etapa itinerante em Fortaleza. Esse será um passo importante da marca no mercado do Nordeste e que coincide com a abertura de nossa loja na região. Além da Golden Four, iremos realizar a 2ª edição da W21K, que é a primeira meia maratona voltada para o público feminino. Este ano, no primeiro ano do evento, reunimos cerca de 2 mil competidoras em São Paulo.

Por conta das tecnologias inseridas nos calçados, a Asics realiza iniciativas para explicar e divulgar isso para o consumidor?
Sim. Uma das ações é ter uma máquina que identifica as características da pisada de cada pessoa. Essa máquina, que chamamos de ‘ID’, está presente em nossa loja conceito da Rua Oscar Freire, em São Paulo, e vamos ter uma máquina em cada etapa da Golden Four em 2015. Essa máquina é um artifício da marca para educar os brasileiros em ter o calçado ideal para sua atividade. Isso se faz necessário aqui no Brasil pois a grande maioria dos corredores no país não compram o tênis por sua funcionalidade, e sim se ele é bonito ou feio.

Como a marca pretende aproveitar a realização dos Jogos Olímpicos no País?
Estamos com patrocínio em três confederações brasileiras: Tênis, Handebol e Triathlon. Esses são ativos que teremos para o evento em 2016 e temos aproveitado com lançamento de produtos específicos para essas modalidades, além de patrocinar atletas de ponta. Entre eles está o tenista Bruno Soares, que tem grandes chances de medalha aqui no Brasil.

Como estão divididas as vendas da marca por segmento?
O segmento de Running é o nosso carro-chefe e representa cerca de 85% das nossas vendas. O Tênis vem crescendo e ganhando importância, e hoje tem uma participação de 7% a 8% da receita. O restante é dividido entre Vôlei, Handebol, Triathlon, entre outros.

Como está dividido o investimento da marca para 2015?
Nossa verba para o próximo ano será 12% acima do valor investido em 2014. Apesar de atuar em várias modalidades, nosso o foco será o Running. E estamos investindo também na expansão das lojas da marca. Hoje temos seis lojas e no próximo ano pretendemos abrir mais três unidades pelo Brasil. Outro iniciativa é o patrocínio ao torneio de tênis no Rio de Janeiro, o ATP 500.

E qual a expectativa de faturamento para este ano?
Nossa expectativa é fechar 2014 com crescimento acima de 45%. Tendo em vista a realidade do Brasil, é uma alta fora do normal.