icons.title signature.placeholder Ivo Felipe
23/04/2014
08:47

Quem vê Katinka Hosszu hoje rapidamente a associa à imagem de Dama de Ferro que a cerca. Mas nem sempre foi assim. No Brasil para a disputa do Troféu Maria Lenk, a húngara atendeu o L!Net e contou como encarnou esta “personalidade” que a fez campeã mundial e uma das atletas mais reconhecidas da natação.

Há dois anos, na Olimpíada de Londres, a atleta de 24 anos chegou como promessa de medalha nas provas do nado medley. Hosszu deixou a capital inglesa só com um quarto lugar nos 400m e uma certeza: precisava mudar seus planos para que não se frustrasse nos Jogos de 2016, no Rio de Janeiro.

Foi então que “nasceu” a Dama de Ferro. O apelido foi conquistado por conta do alto número de provas e do sucesso que ela obteve nas etapas da Copa do Mundo, que são disputadas em piscina curta (25m).

Hosszu amealhou 55 medalhas em 2013 (32 ouros, 12 pratas e 11 bronzes) nas oito etapas da competição. Com isso, foi campeã da Copa do Mundo, e repetiu o título que já havia conquistado em 2012.

– Gosto do apelido de Dama de Ferro e quero sempre assumi-lo. Londres-2012 mostrou para mim que não tenho de ter medo de nada. (Ser quarta) Era a pior coisa que poderia acontecer para mim, mas consegui passar por isso – disse a nadadora.

Além de uma rotina que inclui o máximo de competições possíveis, Hosszu é submetida por seu treinador e marido, Shane Tusup, a um extenso programa de treinamentos.

Disciplina que a faz praticar até mesmo em situações curiosas. Em agosto do ano passado, a nadadora e o técnico se casaram. A lua de mel em Seychelles foi regada a 31km na única piscina olímpica encontrada na ilha localizada no Oceano Índico.

– (Risos) Quando viajamos, trabalhamos com aquilo que temos. Alguns dizem que sou louca por nadar na lua de mel, mas eu teria me sentido mal se não tivesse feito isso.

No Troféu Maria Lenk, Hosszu defenderá o Corinthians (foi contratada apenas para este torneio), e nadará os 200m e 400m medley, os 200m borboleta e os revezamentos.

Confira um bate-Bola com Katinka Hosszu, em entrevista exclusiva ao LANCE!

Você sempre disputa o maior número possível de competições e provas. Você se define como “workaholic” (viciada em trabalho)?
Muitas pessoas me perguntam como eu consigo lidar com viagens, competições... Mas, para mim, a natação é uma paixão. Não sinto como se fosse tão duro assim. É algo que eu realmente consigo apreciar.

Por nadar e treinar tanto, você não sente em alguns momentos que abre mão de muitas outras coisas?
Se eu não conseguisse lidar com isso, certamente eu não o faria. Mas nós temos um plano do que fazer. Depois de Londres, nós sentamos e fizemos um plano do que realizaríamos até o Rio de Janeiro. Temos o Rio na cabeça e este é o meu objetivo.

Você fala bastante em desenvolver a natação fora da piscina também. De alguma forma, se sente como uma embaixadora do esporte?
É importante para a natação não nadar apenas uma vez por ano. Muitas pessoas só veem o esporte em ano de Olimpíada. Temos de fazer o esporte mais popular.