icons.title signature.placeholder Alexandre Braz
22/06/2014
09:06

O Botafogo não vive situação confortável na atual temporada, mas, mesmo em meio a uma grave crise financeira e com dificuldades para se reforçar para a disputa do Brasileirão, a diretoria já precisa começar a pensar em 2015. Isso porque, grande parte do elenco alvinegro (17 jogadores) terá o contrato encerrado no fim do ano. Situação que poderia deixar o clube até sem um número razoável de atletas para o ano que vem.

Apesar da situação, esta possibilidade de iniciar o ano que vem com elenco reduzido parece não preocupar a atual diretoria. Em conversa com o LANCE!, o gerente executivo Aníbal Rouxinol explicou a política contratual do clube.

- Esse tipo de contrato é feito com os jogadores mais velhos. Um motivo para este modelo de contrato mais curtos é a legislação. A Lei Pelé prevê que, em caso de uma rescisão, o clube tem de pagar todo o restante do valor em contrato, o que pode ser muito complicado - disse Aníbal.

O modelo de trazer jogadores com vínculo de menor duração teve início com a atual gestão de futebol. Segundo dirigentes, o objetivo é reduzir a chance de cometer erros passados. Afinal, uma contratação que não dê certo, que tenha um contrato longo e salário alto, pode gerar enorme prejuízos aos cofres do clube.

Nestes casos se encaixa o volante Renato. Contratado em 2011 junto ao Sevilla (ESP), quando tinha 32 anos, assinou contrato por três anos para receber cerca de R$ 390 mil reais. Com problemas financeiros, o clube tentou chegar a um acordo com o jogador, mas a diretoria só conseguiu se desfazer dele dois meses antes do fim do contrato, em abril desde ano.

Também devido às dificuldades para se fazer contratações de jogadores caros e renomados, o departamento de futebol, desde 2013, tem trazido jogadores sem custos. Casos de Bolívar, Julio Cesar, Edilson, dentre outros. Todos contratados no ano passado e dos que chegaram em 2014, apenas Julio assinou vínculo mais longo, por duas temporadas, que se encerrra em dezembro.

Ainda de acordo com Aníbal, com jogadores jovens, a intenção é sempre protegê-los do assédio, após uma possível e já esperada valorização:

- Quando o jogador é jovem, fazemos contratos longos. Podem se valorizar e gerar ganhos ao clube - afirmou o gerente executivo.