icons.title signature.placeholder Alexandre Braz, Mariah d'Avila e Walace Borges
01/12/2013
07:04

O Botafogo visita o Coritiba, neste domingo, às 17h, no Couto Pereira, com transmissão em tempo real pelo LANCE!Net, pressionado por estar fora da zona de classificação para a Copa Libertadores do ano que vem. Para trazer os três pontos na bagagem, o time tem que fazer um jogo perfeito e sem falhas. Só assim seguirá sonhando com a competição que está fora do roteiro alvinegro há 17 temporadas.

Um dos pilares da defesa - que não pode bobear - é o zagueiro Dória. Aos 17 anos, ele estreou pelo Glorioso no ano passado, também contra o Coxa, fora de casa. E, ao tentar cortar um chute ainda no primeiro minuto de jogo, enganou Renan e viu a bola ir para a rede. Mesmo com a falha, o Alvinegro venceu por 3 a 2.

O erro não abateu o garoto. Ele seguiu os conselhos dados antes da estreia pela então psicóloga do clube, Maíra Ruas, e transformou o momento ruim em algo bom.

– A bola bateu em mim e entrou. Era para jogar o trabalho todo para baixo, mas fiquei tranquilo. Tinha de mostrar o que sabia – disse o zagueiro, ao LANCE!Net.

Hoje, quem vê Dória dentro de campo com tamanha tranquilidade, mesmo com apenas 19 anos, acha que se trata de um veterano. A experiência ainda é pouca, mas tudo aquilo que aconteceu na vida dele desde aquela estreia, como a convocação para a Seleção, o título carioca e até o casamento com Andressa – namorada que conheceu ainda na escola – fez com que evoluísse em todos os aspectos.

– As coisas na minha vida acontecem muito rápido. Trabalhando todos os dias, às vezes nem penso no valor que as coisas têm, mas procuro trabalhar e fazer o melhor, que as coisas vão acontecer naturalmente – disse.

Paralelamente à ascensão do zagueiro, o Botafogo também cresceu. Se o time terminou a temporada 2012 num frustrante sétimo lugar, neste ano, o clube da Estrela Solitária chegou a brigar pelo título no primeiro turno e agora pleiteia uma vaga na Libertadores. Para isso, confia na segurança de Dória. Para este menino-veterano, o céu (e a Libertadores) é o limite.