icons.title signature.placeholder Amélia Sabino, Eduardo Mendes e Tiago Pereira
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31/07/2013
07:02

A divulgação do boletim financeiro do jogo entre Flamengo e Botafogo coloca em dúvida a natureza contratual estabelecida entre o clube e o Complexo Entretenimento Maracanã S.A.. Alguns pontos do borderô informado na terça-feira sugerem que houve, no mínimo, uma divisão desigual da receita e aspectos omitidos pelas partes.

O primeiro ponto que levanta questionamento é o fato de a receita ganha pela empresa não entrar na parte do resultado, mas listada na relação das despesas.

Pelo documento, o Flamengo, abatendo uma penhora de R$ 162.213,50, ficou com R$ 919.209,31 da receita líquida. O complexo, por sua vez, faturou R$ 1.081.568,41, valor discriminado como aluguel pago pelo clube para usar o estádio.

No informe financeiro do clássico entre Fluminense e Vasco, na semana passada, os R$ 291.484,33 arrecadados pela Maracanã S.A. aparecem no resultado.

– Sem ver os contratos e apenas observando os números, conclui-se que a natureza jurídica lançada ali é de locação. A do Fluminense talvez tenha sido construída a partir de uma sociedade específica para gerir isso, aí o dinheiro entra como distribuição do resultado – explicou, ao L!Net, Carlos Portinho, especialista em direito desportivo.

Outra questão passível de dúvida é em relação ao não lançamento explícito do número de entradas vendidas do setor Premium Vip. O setor mais caro custou R$ 350 e no borderô há o lançamento dessa área no valor de R$ 200.

A explicação do Flamengo é a de que esse ingresso era composto por duas partes: R$ 200 referentes ao próprio bilhete e mais R$ 150 de serviço de alimentação. E essa receita, assim como a gerada pelo bar, não entraria no informe. A venda do bilhete, porém, é integral. E, além disso, o borderô do jogo do Fluminense informou o número de entradas vendidas do setor mais caro.

Procurado pelo L!Net, o Maracanã S.A. não se pronunciou.

Camarotes voltam a gerar discórdia

Na semana passada, a Golden Goal, parceira do Flamengo no programa de sócio-torcedor, informou que seria a responsável pela comercialização dos 107 camarotes do estádio. O Maracanã S.A, por sua vez, confirmou que toda a operação de venda no estádio, inclusive de espaços premium, foi gerida pelo Flamengo.

Porém, a IMX, empresa que opera os ingressos para a Maracanã S.A, comercializou, pelo menos, metade destes espaços para o clássico, informação passada pelo Flamengo e não pela Golden Goal. A venda desse espaço não é divulgada no borderô.

A Golden Goal havia feito uma proposta ao clube para comprar cada assento por R$ 200. O complexo, porém, exigiu que fossem repassados 10% da venda à IMX.

Lucro sob suspeita

Com a divulgação do borderô do primeiro jogo do Fla no Maraca, que apontou um custo operacional de R$ 358.748,02, a distribuição do resultado para a Maracanã S.A. no jogo do Flu, semana passada, fica sob suspeita.

Isso porque no borderô do jogo do Flu a empresa atribuiu para si um resultado positivo de R$ 291.484,33. Porém, como as despesas do jogo não competem ao Tricolor e sim à administradora, as mesmas não foram lançadas.

Pelo comparativo entre os dois borderôs, a despesa com confecção de ingressos no jogo do Flu não foi lançada, enquanto no do Fla custou R$ 129.329,60. Portanto, este valor não está deduzido do resultado da empresa no clássico entre Flu e Vasco. Em função do custo, a empresa pode ter tido prejuízo superior a R$ 90 mil.

A divulgação do boletim financeiro do jogo entre Flamengo e Botafogo coloca em dúvida a natureza contratual estabelecida entre o clube e o Complexo Entretenimento Maracanã S.A.. Alguns pontos do borderô informado na terça-feira sugerem que houve, no mínimo, uma divisão desigual da receita e aspectos omitidos pelas partes.

O primeiro ponto que levanta questionamento é o fato de a receita ganha pela empresa não entrar na parte do resultado, mas listada na relação das despesas.

Pelo documento, o Flamengo, abatendo uma penhora de R$ 162.213,50, ficou com R$ 919.209,31 da receita líquida. O complexo, por sua vez, faturou R$ 1.081.568,41, valor discriminado como aluguel pago pelo clube para usar o estádio.

No informe financeiro do clássico entre Fluminense e Vasco, na semana passada, os R$ 291.484,33 arrecadados pela Maracanã S.A. aparecem no resultado.

– Sem ver os contratos e apenas observando os números, conclui-se que a natureza jurídica lançada ali é de locação. A do Fluminense talvez tenha sido construída a partir de uma sociedade específica para gerir isso, aí o dinheiro entra como distribuição do resultado – explicou, ao L!Net, Carlos Portinho, especialista em direito desportivo.

Outra questão passível de dúvida é em relação ao não lançamento explícito do número de entradas vendidas do setor Premium Vip. O setor mais caro custou R$ 350 e no borderô há o lançamento dessa área no valor de R$ 200.

A explicação do Flamengo é a de que esse ingresso era composto por duas partes: R$ 200 referentes ao próprio bilhete e mais R$ 150 de serviço de alimentação. E essa receita, assim como a gerada pelo bar, não entraria no informe. A venda do bilhete, porém, é integral. E, além disso, o borderô do jogo do Fluminense informou o número de entradas vendidas do setor mais caro.

Procurado pelo L!Net, o Maracanã S.A. não se pronunciou.

Camarotes voltam a gerar discórdia

Na semana passada, a Golden Goal, parceira do Flamengo no programa de sócio-torcedor, informou que seria a responsável pela comercialização dos 107 camarotes do estádio. O Maracanã S.A, por sua vez, confirmou que toda a operação de venda no estádio, inclusive de espaços premium, foi gerida pelo Flamengo.

Porém, a IMX, empresa que opera os ingressos para a Maracanã S.A, comercializou, pelo menos, metade destes espaços para o clássico, informação passada pelo Flamengo e não pela Golden Goal. A venda desse espaço não é divulgada no borderô.

A Golden Goal havia feito uma proposta ao clube para comprar cada assento por R$ 200. O complexo, porém, exigiu que fossem repassados 10% da venda à IMX.

Lucro sob suspeita

Com a divulgação do borderô do primeiro jogo do Fla no Maraca, que apontou um custo operacional de R$ 358.748,02, a distribuição do resultado para a Maracanã S.A. no jogo do Flu, semana passada, fica sob suspeita.

Isso porque no borderô do jogo do Flu a empresa atribuiu para si um resultado positivo de R$ 291.484,33. Porém, como as despesas do jogo não competem ao Tricolor e sim à administradora, as mesmas não foram lançadas.

Pelo comparativo entre os dois borderôs, a despesa com confecção de ingressos no jogo do Flu não foi lançada, enquanto no do Fla custou R$ 129.329,60. Portanto, este valor não está deduzido do resultado da empresa no clássico entre Flu e Vasco. Em função do custo, a empresa pode ter tido prejuízo superior a R$ 90 mil.