icons.title signature.placeholder Gabriel Cassar
16/02/2015
18:08

Não é todo dia que esportistas do naipe de Rafael Nadal exibem todo o seu talento em terras brasileiras. Entre empurrões e pessoas apertadas, um ou outro fã sortudo consegue um autógrafo ou uma foto com o ídolo. Para os 'boleiros', responsáveis por apanhar e distribuir as bolas durante as partidas, a aproximação com os craques do tênis é ainda maior. O Rio Open, para estes jovens, é um sonho que se torna realidade

O "pai" dos gandulas atende pelo nome de Alexandre Borges. Contratado junto ao Rio Open para coordenar o trabalho dos boleiros, o professor de educação física não esconde o quanto os jovens estão felizes por estarem participando do evento.

- É extremamente importante para essa garotada participar desse momento, junto com o ídolo. Eles estão amando e com vontade de querer treinar mais. Um dos motivos principais de um evento como esse é a criança ver o ídolo de perto e se espelhar. Eles veem o Nadal treinando duas horas, duas horas e meia, de noite, no meio do torneio!  Isso motiva e dá uma energia maior para eles estarem aqui participando.

Alexandre é criador do Projeto Tênis na Lagoa, que ensina o esporte, de maneira gratuita, para crianças de comunidades carentes. O sonho de estar na mesma quadra que um top 3 do mundo é motivo suficiente para uma verdadeira competição entre os boleiros.

- Os melhores jogos ficam com os melhores boleiros. A gente trabalha a postura, como pegar na bola, o jeito de dar a toalha. Quem se sobressair nos treinos, fica com a honra de trabalhar nos jogos grandes. É totalmente por mérito.