icons.title signature.placeholder João Pedro Marins e Luis Fernando Coutinho
21/03/2014
14:30

Prestes a fazer sua segunda luta no Ultimate, Francimar Bodão vive a expectativa de apresentar aos fãs brasileiros um desempenho bem diferente daquele apresentado no triunfo diante de Ednaldo Lula, em outubro passado. O lutador, nascido no Acre, terá pela frente o estreante Hans Stringer no UFC de Natal, que acontece neste domingo. 

Em entrevista ao LANCE!Net, o atleta da Nova União falou sobre o tempo parado, a preparação para o retorno ao octógono mais famoso do mundo e também analisou a ajuda de Junior Cigano nos treinamentos da equipe. Por ser um meio-pesado, Bodão é um dos únicos lutadores do time a treinar com o peso-pesado, já que a equipe é formada em sua maioria por atletas leves.

- O Cigano é fora do normal. Acho que ele é muito bom na parte de cima. E agora ele começou a pegar a parte de wrestling bem, está treinando forte isso por aqui. Ele complica em cima, no chão, então é um cara que me ajudou muito nessa preparação. Ele tem um coração bom, passa uma boa energia nos treinos, depois dos treinos, brinca com todo mundo, troca ideia, não tem diferença. Ele acrescentou algumas coisas no meu jogo e somou muito. Estou até mais confiante agora para a minha próxima luta - declarou o lutador, que conta com um cartel de 16 vitórias e três derrotas.

O próximo adversário de Francimar na organização é um holandês. A falta de material para estudar o oponente foi um problema para Bodão, mas nada que o deixe menos otimista. Ele garante estar pronto para qualquer área onde a luta possa ocorrer. 

- Estudei o que pude, né? Vi umas lutas que achei dele. Foi pouco, mas estou pronto para lutar em qualquer canto. Onde ele quiser lutar, vou com ele. Quem me conhece sabe que eu sou um striker, então se a luta ficar em pé, vou gostar muito. Quero que esperem um Bodão procurando um nocaute. Pode ter certeza que vou pra buscar o nocaute, com agressividade, como sempre lutei - avaliou.

Francimar bateu Ednaldo Lula no UFC Rio, em outubro (FOTO: Alexandre Loureiro/UFC)

Confira um bate-papo com Francimar Bodão
Como foi esse tempo longe do octógono?
O tempo foi bom e deu para acertar o que eu queria. Tive um tempo para pensar em algumas coisas, os treinadores também tiveram mais tempo para corrigir alguns erros meus e acho que o tempo foi o suficiente. Acho que está sendo tudo positivo.

Que tipo de ajustes foram feitos?
Sempre tem ajustes a se fazer. Dou muita ênfase na parte de chão e no boxe. Gosto da trocação, então tinha de acertar algumas coisas. Tentei corrigir um pouco de tudo e acho que deu uma melhorada. Acredito que agora será uma diferente, estarei mais agressivo, mais o "jeito Bodão" de lutar.