icons.title signature.placeholder Paulo Victor Reis
11/02/2015
11:38

A torcida do Botafogo tem bons motivos para comemorar. A diretoria alvinegra depositou os salários de imagem dos jogadores - os de carteira já tinham sido quitados -, pagou o mês de dezembro e quitou a segunda parcela do 13° dos funcionários. Além disso, o Glorioso também resolveu a questão do Refis - programa de parcelamento de dívidas com a União -, que implica diretamente na forma como o clube recebe as suas receitas.

Dessa forma, os salários dos jogadores que chegaram neste ano estão em dia. Há ainda débitos para serem quitados com os atletas que já estavam no clube, mas a expectativa é que tudo seja resolvido da melhor forma possível.

Na última segunda-feira, o clube recebeu uma ótima notícia sobre o Refis. O presidente Carlos Eduardo Pereira explicou a situação ao LANCE!Net.

- Saiu a Medida Provisória que atende ao nosso pleito de compensação de recursos penhorados para integralização da adesão ao Refis. Devíamos ainda a quarta e a quinta parcela - comentou o mandatário alvinegro, referindo-se a duas parcelas de R$ 3,5 milhões, cada.

A situação depende ainda de uma aprovação da Fazenda Nacional, mas tudo leva a crer de que o aval será dado. O Botafogo tem R$ 10 milhões retidos na Fazenda. Este dinheiro será usado para pagar o Refis. Depois de quitar a entrada de mais de R$ 17 milhões - dividida em cinco parcelas - , o clube terá de pagar mensalmente a quantia de R$ 600 mil.

POR QUE O REFIS É IMPORTANTE

O Refis é fundamental para o Botafogo porque, apesar do clube ter voltado ao Ato Trabalhista, as receitas do Glorioso ainda estão sendo depositadas numa conta judicial. Primeiro, a Justiça retira o que ela considera necessário para quitar dívidas trabalhistas e depois libera o dinheiro para o Alvinegro. Esta burocracia ainda tem atrapalhado um pouco a diretoria. Agora, o Botafogo espera a aprovação da Fazenda para que a situação seja finalmente resolvida e, então, o dinheiro passe a ser depositado nas contas do clube.

A situação é importante, por exemplo, para resolver a renovação de contrato com a Guaraviton. O diretor-presidente da empresa, Neville Proa, se mostra desconfortável por ter de depositar o dinheiro em contas que não são do Alvinegro, com receio de penhoras. Ano passado, por exemplo, Neville disse ao LANCE!Net que tinha de depositar a cota de patrocínio em juízo.