icons.title signature.placeholder Felipe Mendes
27/04/2014
16:02

Os oito títulos da Unilever ao longo da história da Superliga Feminina não foram suficientes para tornar a equipe favorita na edição 2013/2014 da competição nacional. Especialistas apontavam que a final deste ano seria entre Vôlei Amil e Molico/Osasco. Mas as duas equipes de melhor campanha na fase de classificação acabaram eliminadas na semifinal pela própria Unilever e pelo Sesi-SP, respectivamente. Neste domingo, após a conquista do nono título da Superliga, o técnico Bernardinho desabafou.

- Assim como no quarto set, em que conseguimos retornar para o jogo, foi uma temporada de retorno. De superação, em que vencemos a descrença de todos. Não deixamos de acreditar em nenhum instante. Trabalhamos e acreditamos na força do grupo. Tivemos humildade, reconhecemos nossas limitações e trabalhos para superá-las. Era preciso ser um time antes de qualquer coisa. A coletividade para mim é algo tão caro, importante. E as jogadoras são representantes fiéis disso. Elas acreditam nisso - afirmou o treinador.

Embora seja um técnico acostumado com decisões, seja em clube ou em Seleção, Bernardinho disse que sua ansiedade na noite anterior à final era como se fosse a da sua primeira decisão. Segundo ele, tudo que é importante envolve emoção e tensão. Mas que, apesar da ansiedade grande, precisava passar tranquilidade para as jogadoras.

- Foi um ano de muita cobrança e elas tiveram de superar e se afirmar no momento correto.

Sobre a queda de rendimento no terceiro set, quando a Unilever jogou muito mal e acabou perdendo a parcial, Bernardinho deixou claro que a questão emocional atrapalhou o rendimento da equipe.

- O Sesi se soltou e começamos a errar, querendo fechar logo o jogo. No quarto set, não podíamos nos desesperar após uma derrota tão dura na parcial anterior. Eu tinha dito que iríamos encontrar dificuldades e que a partida não seria mais como nos dois primeiros sets. E elas souberam voltar ao jogo e conseguimos a vitória.