icons.title signature.placeholder Marcello Vieira e Rafael Hecht
12/12/2013
07:14

Estão marcados para a próxima segunda-feira, a partir das 17h, os julgamentos que podem definir nos tribunais o destino do Campeonato Brasileiro, com novos possíveis rebaixados. 

Flamengo e Portuguesa serão julgados pelas escalações irregulares de André Santos e Héverton nas partidas contra Cruzeiro e Grêmio, respectivamente, válidas pela última rodada da competição. Interessado diretamente no assunto, o Fluminense aguarda a decisão. Cabe lembrar que o Vasco também tenta ganhar os pontos do jogo contra o Atlético Paranaense para se salvar. Em meio ao cenário de incerteza, a tendência mais clara mostra que a Lusa deve perder quatro pontos, três mais um conquistado no jogo em questão, e livrar o Fluminense da degola de acordo com o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O Flamengo também deve ser penalizado com perda de pontos.

– A questão é muito clara, cristalina do Direito Esportivo. O atleta suspenso pelo tribunal não pode atuar na partida subsequente a não ser que o clube obtenha o efeito suspensivo. Do ponto de vista técnico é muito simples o caso da Portuguesa. Na minha visão jurídica a escalação se deu de forma irregular infringindo o artigo 214 do CBJD – assegurou Mário Bittencourt, advogado do Fluminense, que também fez questão de salientar que o Tricolor acompanha os resultados por ser um interessado direto no assunto. Entretanto, segundo ele, em momento algum o clube foi responsável pela denúncia, que partiu da CBF.

Na CBF, muitas pessoas dão como certa a reviravolta e o rebaixamento da Portuguesa. O vice-presidente da entidade, Marco Pólo del Nero, tem convicção de que o clube paulista e o Flamengo serão punidos pelas infrações na última rodada do Brasileiro.

– Eles vão perder pontos. Se vão cair, não sei. Quem vai decidir é o tribunal – afirmou, à "Rádio Globo".

No primeiro momento, os dirigentes da Portuguesa culparam o advogado por ter errado na notificação, mas agora mudaram o discurso e dizem que as manobras são políticas. Por fim, uma substituição: saem os atletas, entram juízes e advogados em campo no Brasileirão.