icons.title signature.placeholder Leo Burlá
01/07/2014
07:15

Um triunfo no duelo de hoje entre Bélgica e Estados Unidos, às 17h, na Fonte Nova, representará para a seleção vitoriosa um importante passo adiante no processo particular que cada um dos times vivem para se afirmar de vez como potência mundial do futebol.

Como há muito não se via, os torcedores dos Diabos Vermelhos festejam uma geração capaz de fazer com que as expectativas belgas se elevem neste Mundial. Liderados pelo meia Eden Hazard, a Bélgica tem diante dos norte-americanos uma possibilidade de se aproximar ainda mais do feito obtido na Copa de 86, quando a Bélgica terminou com a 4ª posição do torneio.

Mas nem mesmo um avanço às quartas de final parece ser o suficiente para o apetite dos europeus. Em entrevista que antecedeu o jogo, o técnico Marc Wilmots disse que o objetivo da equipe é a final, e o meia Axel Witsel resumiu o que uma queda hoje representaria:

– Seria um fracasso, algo totalmente decepcionante para nós.

Os Estados Unidos, por sua vez, jogam não apenas por igualar a campanha na Copa-2002, quando caíram para a Alemanha nas quartas. Na terra do beisebol, a massificação do jogo é a grande tacada.

Dempsey é a maior esperança da seleção dos EUA

Para o técnico Jürgen Klinsmann, a partida representa muito mais do que a possibilidade de seguir vivo na Copa do Mundo.

– Não há mais como impedir o crescimento do futebol nos EUA, mas a locomotiva disso tudo é a nossa seleção – disse o treinador.

O interesse pelo 'soccer' é crescente: segundo pesquisa, 18 milhões de fãs assistiram o empate contra Portugal. A expectativa é que o índice seja superado nesta terça.

Mas quando o jogo terminar em Salvador, apenas um lado terá mais do que uma vitória para saborear.