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27/11/2014
15:02

A escolha da Rússia para sediar a Copa de 2018 e do Qatar, em 2022, segue sob suspeita. O inquérito do advogado americano Michael Garcia apontou que atuais integrantes do comitê executivo da Fifa estão sob investigação por suposto envolvimento em suborno. São eles o espanhol Ángel Villar Llona, o belga Michel D'Hooghe e o tailandês Woraki Makudi. Também está na lista o alemão Franz Beckenbauer. Os dirigentes teriam quebrado o código de ética da Fifa durante o processo. As informações são do jornal inglês 'The Guardian'.

Sobre o Kaiser, o advogado não revelou os motivos da suspeita. Contudo, no início da investigação, Beckenbauer não quis cooperar, acarretando uma suspensão leve do futebol. Mas ele já afirmou que não recebeu qualquer proposta de corrupção para votar na Rússia em 2018. Sua ligação com a candidatura do Qatar, contudo, segue em observação.

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O belga D'Hooge admitiu em 2011 que ele aceitou uma 'pequena pintura' de um consultor para a candidatura da Rússia e, mais tarde, descreveu-a como um 'presente envenenado', afirmando que ela não valia nada.

No caso de Makudi, ele tem sido presença controversa no comitê executivo e tem sido questionado sobre um acordo para a construção de uma nova sede da federação da Tailândia, que poderia ser um dos países que poderiam se beneficiar da candidatura do Qatar. Até questões políticas sobre acorde de gás entre os países já foi cogitado. Villar Llona fazia parte de um grupo do comitê executivo da Fifa que tentou bloquear as tentativas de Garcia de interrogá-los.

A Fifa recusou publicar por completo um relatório de 430 páginas de Michael Garcia. A entidade havia dito que o processo de seleção das sedes havia ocorrido normalmente. Mas o advogado informou que o resumo estava incompleto. A Fifa, em resposta, revelou que vai levar o caso à Justiça de Berna. O presidente do Comitê de Ética, Hans-Joachim Eckert, aconselhou o presidente Joseph Blatter a levar o caso à Justiça Comum.