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19/12/2013
07:40

Uma equipe que ganhou tudo na temporada anterior, mudou de treinador e continua fortíssima. Este é o time do Bayern de Munique, que irá no próximo sábado disputar a final do Mundial de Clubes, em Marrakesh.

A chegada do treinador espanhol Pep Guardiola, que substituiu o alemão Jupp Heynckes, trouxe um aperfeiçoamento do estilo de jogo do time. Isso sem jogar fora a base construída pelo antecessor.

O espanhol trouxe em sua bagagem a cultura do “tiki-taka”. É notória a capacidade de reter a posse de bola do Bayern, da mesma forma como impressionava a fluidez de passes do Barcelona dirigido pelo próprio Guardiola.

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Do time de Heynckes, o espanhol manteve a opção de jogar com um centroavante fixo apoiado pelas pontas por Ribéry e Robben. Com a lesão do holandês, a função está sendo ocupada por Götze.

As únicas mudanças feitas por Guardiola foram a promoção do lateral-direito Rafinha à equipe titular, o deslocamento do então titular da posição, Lahm, para o meio-de-campo e a chegada de Thiago Alcântara para o posto de volante.

Este esquema, o 4-1-4-1, costuma ser utilizado por Guardiola quando o adversário apresenta uma defesa bem fechada. Do contrário, com mais espaços, a maneira de jogar passa a ser do “falso nove”.

Nesta formatação, o atacante Mandzukic deixa a equipe e é substituído pelo meia Thomas Müller. Assim, o Bayern se torna uma equipe altamente ofensiva com Götze, Lahm, Kroos e Ribéry.

O resultado é uma equipe altamente ofensiva, capaz de marcar 77 gols nas 28 partidas que disputou nesta temporada. Quatro tentos a mais que o Bayern de Heynckes havia marcado, no mesmo número de jogos, na temporada passada. Parar esta máquina de jogar bola é um desafio dos mais difíceis para qualquer adversário.

O Bayern de Pep

Posse de bola
A média de posse de bola do clube alemão é de 66%. Superior aos 60% da era Heynckes.  

Goleador
O Bayern de Guardiola fez 77 gols nos 28 jogos que fez até o momento. Nesta altura, o Bayern de Heynckes havia anotado 73.  

Defesa sólida
A defesa da equipe com Pep foi um pouco mais vazada. Em 28 partidas, o Bayern sofreu 20 gols. Apenas cinco a mais do que o time havia sofrido com o mesmo número de jogos em 2012/13.

Barça de Guardiola x Bayern de Guardiola

O Barcelona de Guardiola usava como base o esquema 4-3-3. Messi era o falso nove, com Fàbregas e Sánchez o apoiando pelos lados do campo. O esquema do Bayern costuma ser o 4-1-4-1. Quando Mandzukic atua como atacante fixo é apoiado pelas pontas pelos meias ofensivos Ribéry e Götze.

Com a palavra

Manfred Muenchrath
Repórter da revista ‘Kicker’ (ALE)

Bayern atual tem um estilo mais plástico

A grande sacada de Guardiola foi manter a base usada por Heynckes, porém mudou a posição das peças. Só que esse Bayern dirigido por Guardiola apresenta um estilo de jogo mais envolvendo, mais plástico.

No plano tático, a grande surpresa foi passar Lahm para o meio-de-campo. Com ele o setor ganhou mais pegada e soube extrair o bom futebol de Rafinha.

Se este Bayern atual vai ser melhor que o de Heynckes, ainda é muito cedo para dizer. Com o treinador anterior o clube ganhou tudo. Só que, na toada em que está, as coisas caminham para isso.