icons.title signature.placeholder Alexandre Araújo e Aurino Leite
01/03/2014
11:00

Eurico Miranda se une a Dinamite e pede ao Conselho Deliberativo, presidido por Abílio Borges, um prazo de 60 dias para a diretoria acertar o balaço de 2012. Aprovado! Motivo para, nos bastidores de São Januário, uma união entre situação e oposição. Mas o balanço nem sempre foi ponto de concordância no Vasco.

Em 2006, Abílio Borges, atual presidente do Conselho Deliberativo, José Hamilton Mandarino, ex-vice-presidente de futebol da gestão Dinamite, e mais dois sócios acionaram a Justiça contra o Vasco e o então presidente Eurico Miranda – entre outros dirigentes à época. O motivo foi o fato de o mandatário ter publicado o balanço referente a 2006 sem a prévia análise do Conselho Fiscal e Deliberativo, havendo uma quebra no estatuto do clube.

O balanço patrimonial havia sido publicado no “Jornal dos Sports“ e, posteriormente, no mesmo periódico, o clube publicou duas convocações, uma para o Conselho de Beneméritos para “conhecer sobre o balanço patrimonial referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2006“ e outro para o Conselho Deliberativo “examinar e deliberar sobre o balanço patrimonial“. Vale ressaltar que as duas aconteceriam no mesmo dia, a primeira às 11h30, no Calabouço, centro da cidade, e a outra às 20h, na Sede Náutica, na Lagoa, Zona Sul do Rio de Janeiro.

Procurado pela reportagem, Abílio Borges afirmou não se recordar da ação, mas lembrou um fato curioso que aconteceu naquele período.

– Não me recordo desta ação. Foram tantas coisas que fizemos. Mas lembro que fui banido do clube (risos) – recordou, com bom humor.

Na ação, ainda há a lembrança de que o clube tem de obedecer os dispositivos da Lei Pelé (fazendo menção ao artigo 46-A) e, caso o descumpram, poderiam até mesmo serem afastados e ficarem inelegíveis.

Há ainda um agravante que tornaria a publicação do balanço mais irregular: a acusação de os autores do processo pediram a apresentação do documentos contábeis dos exercícios de 2004 a 2006 e nem mesmo com uma liminar isso foi possível.