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01/07/2013
16:31

Fim do primeiro ato. Após 15 dias de jogos, a Copa das Confederações chegou ao fim com o título da Seleção Brasileira. Mas o que fica de lição para a Copa do Mundo de 2014, um evento de grandes proporções e que contará com bem mais jornalistas e turistas? O LANCE!Net faz um balanço do que funcionou e o que não funcionou no evento-teste.

Alvo de críticas devido aos atrasos no cronograma, os estádios funcionaram bem e suportaram a grande carga de público, mesmo com muitas obras finalizadas em cima da hora. Arena Pernambuco, Maracanã e Mané Garrincha foram as arenas que ficaram prontas com menos tempo para o início da competição, mas passaram no teste sem grandes problemas.

As grandes dificuldades recaem nos problemas de infraestutura e serviços. A falta de uma oferta maior de voos gerou reclamações da Espanha, por exemplo. O Uruguai, que fez dois jogos em Recife, sofreu para conseguir treinar. Num dos primeiros treinos no Brasil, conseguiu chegar ao CT do Sport após operários da prefeitura taparem os buracos na estrada após as fortes chuvas.

Outras seleções sofreram com a falta de campos para treinar. A própria Celeste treinou no Barradão, em Salvador, depois do gramado ter sido alagado por causa da chuva. A Itália treinou no campo anexo do Engenhão enquanto esteve no Rio, já que o estádio está interditado em virtude de problemas na estrutura da cobertura.


Metrô de Recife ficou superlotado para os jogos na Arena Pernambuco (FOTO: Bruno Andrade)

AUDIÊNCIA E PÚBLICO EM ALTA

A Fifa comemorou duas marcas alcançadas nesta Copa das Confederações. A média de público nos estádios foi a segunda melhor das edições do torneio. No total, foram 687.746 ingressos vendidos, com média por jogo de 49.125 presentes. O resultado deixa o Brasil atrás somente da Copa das Confederações do México, em 1999.

Outra marca foi a audiência na televisão mundial. As semifinais alcançaram índices recordes de audiência no Reino Unido e na Alemanha, apesar dos países sequer estarem participando da competição, com 4,2 milhões e 4,7 milhões de pessoas assistindo ao jogo Espanha x Itália, pelas semifinais, respectivamente. A TV italiana registrou um índice de 12,5 milhões de pessoas sintonizadas.

MUDANÇAS NA ÁREA DE TI

Antes mesmo de o torneio chegar ao fim, o governo brasileiro identificou falhas no serviço de 4G no entorno dos estádios, uma novidade implementada para a Copa das Confederações.

O Ministério das Telecomunicações vai trabalhar junto com as seis arenas que ainda não estão prontas, a fim de que a implementação de cabos de fibra ótica não sejam os últimos a serem instalados na obra. O objetivo é não repetir o que aconteceu em Recife, quando os fios foram partidos 12 vezes durante as obras.

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Torcedores encararam filas para trocar ingressos (FOTO: Diego Neves)

O QUE DEU ERRADO

1) Retirada de ingressos
Foi caótica na maioria das cidades-sede, principalmente no Rio de Janeiro e em Fortaleza, onde o sistema operacional chegou a cair. Além disso, os torcedores só saberiam seus assentos no jogo ao resgatarem o tíquete, e não no ato da compra.

2) Logística das seleções
Viagens longas e cansativas entre as cidades-sede. A Espanha reclamou de não haver voos entre Fortaleza e Rio logo após a semifinal no Castelão.

3) Centros de treinamento
Espanha e Uruguai sofreram com os seus, em Recife. Tanto por causa do tempo de deslocamento quanto pelas condições dos campos.

4) Disputa no entorno
Por causa dos protestos, torcedores que iam assistir aos jogos disputaram espaço com a polícia nos entornos e alguns foram alvejados por sprays de pimenta e gás lacrimogêneo em meio à confusão, como no Rio.

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Maracanã lotado: Copa foi sucesso de público (FOTO: Alexandre Loureiro/Fifa Pool/AFP)

O QUE DEU CERTO

1) Estádios
Apesar de toda a correria para finalizar algumas das arenas a tempo para a competição, caso do Maracanã e do Mané Garrincha, as construções responderam bem aos grandes públicos que frequentaram os estádios no período.

2) Recepção aos torcedores
Agentes de segurança privada dentro do estádio mudaram o clima de receptividade a que os brasileiros estavam acostumados. Os stewards são treinados para serem mais solícitos e cordiais com o público.

3) Voluntários
Participaram em grande número e ajudaram na organização do evento como um todo.

4) Público animado
Por fim, a torcida brasileira foi um espetáculo à parte. O apoio à seleção do Taiti e o hino brasileiro cantado à capela, quebrando o protocolo da Fifa, foram as principais marcas deixadas pelo público nas arquibancadas.

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O QUE PODE MELHORAR

1) Transporte
Em Recife, a ida e a volta para a nova arena foi caótica, mas melhorou durante a competição. Em Belo Horizonte, as obras de acesso só serão concluídas em 2014.

2) Serviços ao torcedor
Lanchonetes e bares dos estádios foram alvo de reclamação dos torcedores, não só pelo preço mas também pela qualidade dos produtos. A principal queixa foi em relação ao cachorro-quente com pão dormido.

3) Gramado
Estádios inaugurados por último - Mané Garrincha, Maracanã e Arena Pernambuco - apresentaram um gramado regular, mas fora do padrão de uma Copa do Mundo.

4) Fiscalização dos ingressos
Não houve controle dos ingressos com desconto na hora de entrar nos estádios.

Fim do primeiro ato. Após 15 dias de jogos, a Copa das Confederações chegou ao fim com o título da Seleção Brasileira. Mas o que fica de lição para a Copa do Mundo de 2014, um evento de grandes proporções e que contará com bem mais jornalistas e turistas? O LANCE!Net faz um balanço do que funcionou e o que não funcionou no evento-teste.

Alvo de críticas devido aos atrasos no cronograma, os estádios funcionaram bem e suportaram a grande carga de público, mesmo com muitas obras finalizadas em cima da hora. Arena Pernambuco, Maracanã e Mané Garrincha foram as arenas que ficaram prontas com menos tempo para o início da competição, mas passaram no teste sem grandes problemas.

As grandes dificuldades recaem nos problemas de infraestutura e serviços. A falta de uma oferta maior de voos gerou reclamações da Espanha, por exemplo. O Uruguai, que fez dois jogos em Recife, sofreu para conseguir treinar. Num dos primeiros treinos no Brasil, conseguiu chegar ao CT do Sport após operários da prefeitura taparem os buracos na estrada após as fortes chuvas.

Outras seleções sofreram com a falta de campos para treinar. A própria Celeste treinou no Barradão, em Salvador, depois do gramado ter sido alagado por causa da chuva. A Itália treinou no campo anexo do Engenhão enquanto esteve no Rio, já que o estádio está interditado em virtude de problemas na estrutura da cobertura.


Metrô de Recife ficou superlotado para os jogos na Arena Pernambuco (FOTO: Bruno Andrade)

AUDIÊNCIA E PÚBLICO EM ALTA

A Fifa comemorou duas marcas alcançadas nesta Copa das Confederações. A média de público nos estádios foi a segunda melhor das edições do torneio. No total, foram 687.746 ingressos vendidos, com média por jogo de 49.125 presentes. O resultado deixa o Brasil atrás somente da Copa das Confederações do México, em 1999.

Outra marca foi a audiência na televisão mundial. As semifinais alcançaram índices recordes de audiência no Reino Unido e na Alemanha, apesar dos países sequer estarem participando da competição, com 4,2 milhões e 4,7 milhões de pessoas assistindo ao jogo Espanha x Itália, pelas semifinais, respectivamente. A TV italiana registrou um índice de 12,5 milhões de pessoas sintonizadas.

MUDANÇAS NA ÁREA DE TI

Antes mesmo de o torneio chegar ao fim, o governo brasileiro identificou falhas no serviço de 4G no entorno dos estádios, uma novidade implementada para a Copa das Confederações.

O Ministério das Telecomunicações vai trabalhar junto com as seis arenas que ainda não estão prontas, a fim de que a implementação de cabos de fibra ótica não sejam os últimos a serem instalados na obra. O objetivo é não repetir o que aconteceu em Recife, quando os fios foram partidos 12 vezes durante as obras.

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Torcedores encararam filas para trocar ingressos (FOTO: Diego Neves)

O QUE DEU ERRADO

1) Retirada de ingressos
Foi caótica na maioria das cidades-sede, principalmente no Rio de Janeiro e em Fortaleza, onde o sistema operacional chegou a cair. Além disso, os torcedores só saberiam seus assentos no jogo ao resgatarem o tíquete, e não no ato da compra.

2) Logística das seleções
Viagens longas e cansativas entre as cidades-sede. A Espanha reclamou de não haver voos entre Fortaleza e Rio logo após a semifinal no Castelão.

3) Centros de treinamento
Espanha e Uruguai sofreram com os seus, em Recife. Tanto por causa do tempo de deslocamento quanto pelas condições dos campos.

4) Disputa no entorno
Por causa dos protestos, torcedores que iam assistir aos jogos disputaram espaço com a polícia nos entornos e alguns foram alvejados por sprays de pimenta e gás lacrimogêneo em meio à confusão, como no Rio.

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Maracanã lotado: Copa foi sucesso de público (FOTO: Alexandre Loureiro/Fifa Pool/AFP)

O QUE DEU CERTO

1) Estádios
Apesar de toda a correria para finalizar algumas das arenas a tempo para a competição, caso do Maracanã e do Mané Garrincha, as construções responderam bem aos grandes públicos que frequentaram os estádios no período.

2) Recepção aos torcedores
Agentes de segurança privada dentro do estádio mudaram o clima de receptividade a que os brasileiros estavam acostumados. Os stewards são treinados para serem mais solícitos e cordiais com o público.

3) Voluntários
Participaram em grande número e ajudaram na organização do evento como um todo.

4) Público animado
Por fim, a torcida brasileira foi um espetáculo à parte. O apoio à seleção do Taiti e o hino brasileiro cantado à capela, quebrando o protocolo da Fifa, foram as principais marcas deixadas pelo público nas arquibancadas.

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O QUE PODE MELHORAR

1) Transporte
Em Recife, a ida e a volta para a nova arena foi caótica, mas melhorou durante a competição. Em Belo Horizonte, as obras de acesso só serão concluídas em 2014.

2) Serviços ao torcedor
Lanchonetes e bares dos estádios foram alvo de reclamação dos torcedores, não só pelo preço mas também pela qualidade dos produtos. A principal queixa foi em relação ao cachorro-quente com pão dormido.

3) Gramado
Estádios inaugurados por último - Mané Garrincha, Maracanã e Arena Pernambuco - apresentaram um gramado regular, mas fora do padrão de uma Copa do Mundo.

4) Fiscalização dos ingressos
Não houve controle dos ingressos com desconto na hora de entrar nos estádios.