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12/03/2014
17:05

No início dessa semana, a diretoria do Bahia divulgou documentos da antiga gestão que mostravam nomes de pessoas que recebiam benefícios do clube, como jantares e passagens e hospedagens para jornalistas acompanharem a temporada do Bahia pelo país, além de benefícios para amigos e parentes do ex-presidente, Marcelo Guimarães Filho. O ex-cartola admitiu aos gastos divulgados, mas se defendeu afirmando que 'jabá' é a palavra errada pra se usar, já que não houve incentivo financeiro para se falar bem do Bahia;

- Até transparência tem limite. O Bahia virou uma quitanda! Não conheço um clube ou empresa em que as pessoas tiram foto de documentos em uma reunião e publicam nas redes sociais, como aconteceu. Divulgando notas sem critério. O Bahia está marchando para trás. Mais uma vez, me acusam sem provas. A lista provou que não existe jabá. É brincadeira o que fazem com as pessoas. Mais uma vez, me acusam e saem de baixo, sem provas. O Bahia é um clube sem comando, sem presidente. Nunca provam uma acusação. É lamentável que o presidente em exercício, Sidônio Palmeira [assessor especial da presidência do Bahia], diga que houve jabá e, no dia seguinte, diga que não divulgou lista, que não há jabá. É uma brincadeira - declarou ao GloboEsporte.com.

Após as declarações do antigo dirigente, o clube divulgou uma nota em seu site oficial, afirmando que cumpriu com o estatuto da transparência ao divulgar os documentos da antiga gestão. Confira a nota na íntegra:

"Após se democratizar, ter o estatuto mais moderno do país, realizar inéditas eleições diretas, angariar 23 mil sócios em oito meses e cortar a doação de ingressos a torcidas organizadas, além do custeio de passagens e hospedagens a alguns integrantes da crônica esportiva, o Esporte Clube Bahia vem a público prestar os seguintes esclarecimentos:

1. Dentro do princípio da transparência que norteia esta nova diretoria, o Bahia atendeu às exigências de seus conselheiros e associados do acesso às informações de despesas custeadas a terceiros, garantido pelo Artigo 52 do Estatuto do Esporte Clube Bahia, pelo Artigo 5º da Constituição Federal e pela Lei 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação);

2. Especificamente em relação à jornalista Jessica Senra, não há registro de qualquer espécie de pagamento em seu favor efetuado pelo ECB;

3. Além das informações financeiras já mencionadas, nenhuma outra foi prestada pelo clube, que – além de tudo – considera inaceitável qualquer tentativa de exposição da vida privada de quem quer que seja;

4. O clube em nenhum momento divulgou lista com rotulações depreciativas, limitando-se a publicizar aos seus conselheiros e sócios informações meramente documentais.

5. Por fim, o Bahia repele veementemente os ataques pessoais e levianos contra seus dirigentes, que se limitaram a cumprir o dever legal e ético de informar, ataques estes que não disfarçam a intenção de desviar o foco da matéria central.

Reiteramos que tudo isso nos motiva a ampliar cada vez mais o processo investigatório, sob o princípio inegociável da transparência que norteia este novo Bahia."