icons.title signature.placeholder Felipe Bolguese
06/07/2014
17:30

Até chegar à semifinal da Copa do Mundo, o técnico da Alemanha, Joachim Löw, teve de ouvir muitas críticas. A maior delas era a escalação do capitão Phillip Lahm como primeiro volante e, assim, deixando ora Schweinsteiger, ora Khedira no banco de reservas.

No duelo pelas quartas de final contra a França, Lahm voltou para a lateral-direita, sua posição de origem (no entanto, como não joga desde dezembro do ano passado, quando Guardiola mudou-o para o meio no Bayern de Munique). Então, Mertesacker perdeu a posição, a zaga foi formada por Boateng e Hummels e Khedira e Schweinsteiger atuaram desde o início juntos no meio, pela primeira vez no torneio. O auxiliar técnico Hans-Dieter Flick afirmou isso só não havia acontecido antes por falta de plenas condições físicas dos volantes.

- Nem Schweinsteiger, nem Khedira estavam prontos para atuarem os 90 minutos juntos. Tínhamos de dar tempo. Também foi por essa razão pela qual o Lahm foi deslocado para o meio. Acho que vocês (jornalistas) não nos entenderam bem nesses dias. Dizem que somos intransigentes, que não ouvimos, mas não é verdade - disse o auxliar de Löw, em entrevista coletiva neste domingo.

Na estreia diante de Portugal, Khedira foi titular e Schweinsteiger nem sequer entrou em campo. O camisa 7 havia passado a preparação para a Copa em recuperação de uma lesão no joelho esquerdo. A dois dias da primeira partida, ele sofreu um pisão no pé esquerdo durante um treino.
Nesta Copa, ele ficou no banco nos dois primeiros jogos (entrou no segundo tempo do segundo), e virou titular a partir do último da primeira fase. Khedira, que começou como titular, perdeu a posição quando o companheiro assumiu a vaga, mas retomou um lugar no meio no duelo diante da França, com o deslocamento de Lahm para a lateral.

De acordo com o auxiliar alemão, as condições climáticas também influenciaram nas escalações da equipe durante o Mundial. Miroslav Klose, por exemplo, foi titular pela primeira vez diante da França. Em dois jogos da primeira fase e nas oitavas contra a Argélia, Götze formou o setor ofensivo com Özil e Müller. Diante dos Estados Unidos, Podolski foi o escolhido.

- Nós tivemos que mudar a nossa tática de acordo com as condições climaticas. Cada jogador apresentou uma situação diferente. Contra França fizemos um gol logo no início, tivemos mais posse... Na segunda parte, a França estava tentando empatar, foi um jogo intenso, tivemos que reforçar a defesa. O fato é que cada jogo tem uma condição diferente. Então, de acordo com a situação, escolhemos a equipe que vai jogar - afirmou Flick.

Diante do Brasil, a Alemanha deve entrar com: Neuer, Lahm, Boateng, Hummels e Höwedes; Khedira, Schweinsteiger, Kroos, Özil e Müller; Klose (Götze).