icons.title signature.placeholder Alexandre Braz
28/11/2013
14:49

Por falta de opção, quando chegou ao Botafogo, em julho, o zagueiro Dankler pegou a camisa de número 6. Com preferência pelo 3, à época usado por Antônio Carlos, que pouco tempo depois se transferiu para o São Paulo, o defensor não conhecia bem a história de Nilton Santos, maior ídolo do clube e que eternizou o número.

Quatro meses depois de ter chegado da Bahia, porém, Dankler disse - em entrevista ao LANCE!Net, logo após o anúncio do falecimento da Enciclopédia - que passou a se interessar pela história de Nilton e pelo lado mítico que envolvia o número que passou a usar às costas. Segundo ele, pela grandeza do ex-lateral-esquerdo e pela identificação que passou a ter com o número, até o fim da carreira, ele deseja permanecer usando-o.

- Usava a camisa 3 desde as divisões de base, mas aqui não pude usá-la. Mas passei a entender a grandiosidade deste número, que foi usado de maneira tão brilhante pelo Nilton Santos. Entendi o significado e o que ele representou para o nosso clube. Gostei e me identifiquei com este número. Gostei tanto que irei usá-lo até o fim da minha carreira. Agora, ainda mais por esta perda, quero honrar ainda mais esta camisa - disse o zagueiro.

Nilton Santos morreu aos 88 anos, em uma clínica na Zona Sul do Rio, onde estava internado desde o último sábado. Ele está sendo velado na sede do Botafogo e será enterrado às 16h, no Cemitério São João Batista. O ex-lateral-esquerdo, considerado o maior jogador da posição para muitos, jogou 16 anos pelo Botafogo, seu único clube. Pela Seleção Brasileira disputou quatro Copas do Mundo (1950, 1954, 1958 e 1962), sendo campeão nas duas últimas.