icons.title signature.placeholder Marcello Vieira e Vitor Pimenta
07/12/2013
09:41

No dia da apresentação de Dorival Júnior como novo técnico do Fluminense, o presidente Peter Siemsen afirmou que o treinador havia sido contratado para comandar o Flu em um campeonato à parte com apenas cinco jogos. No próximo domingo, contra o Bahia, Dorival terá a decisão de seu futuro e também do futuro do Tricolor na competição. Com contrato para acabar no fim deste ano, o técnico precisa manter o Fluminense na elite, até para não ter no currículo o rebaixamento em um clube grande, apesar de poucos jogos em que esteve no comando.

E salvar o Fluminense significará, necessariamente, rebaixar o Vasco. Curiosamente, ex-equipe de Dorival Júnior. Sobre essa disputa direta com o time que comandou por três meses em sua segunda passagem antes de chegar ao Tricolor, o treinador admitiu um certo incômodo.

- Me incomoda. Acho que deixei uma história no Vasco, participei de um momento muito bonito com a torcida. Esse ano tentei fazer o meu melhor, mas não consegui. Tivemos muitas dificuldades ao longo do campeonato. É uma situação que incomoda sim, você estar participando e brigando com uma equipe que eu tenho carinho, mas hoje eu defendo o Fluminense. Acredito piamente que temos todas as condições de nos livrar - afirmou o treinador, que considera o time pronto para o último round:

- Acredito que está tudo pronto. Estamos na expectativa do departamento médico, esperando a situação do Rafinha, mas estamos prontos para o que pode acontecer. Tenho certeza de que a equipe buscará um grande resultado.

Além de vencer, o Tricolor depende dos resultados dos jogos de Vasco e Coritiba. Não pensar nesses jogos pode ser o primeiro passo para a permanência na primeira divisão.

- O Fluminense tem que procurar jogar de igual para igual, procurando vencer. Se quisermos permanecer, vamos numa busca direta pela vitória sem pensar nos outros jogos - disse o técnico.