icons.title signature.placeholder Daniel Hippertt e Thiago Silva
11/03/2014
17:26

O Atlético-PR respondeu às acusações de que o clube teria se beneficiado do dinheiro da CAP S/A - empresa responsável pela construção da Arena da Baixada - na compra do lateral-direito Léo, hoje no Flamengo. Através de nota oficial, o Rubro-Negro afirmou ser falsa a reportagem da "Folha de S. Paulo", que aponta o clube como culpado.

A nota afirma que o Furacão fez um empréstimo de R$28 milhões à CAP S/A. Assim a obra, que sofria com "sistemáticos atrasos nos repasses dos valores dos financiamentos", não sofreria com ausência de recursos.

"Assim que entrou o valor de uma parcela do financiamento, no final do ano passado, a CAP S/A pagou ao Clube Atlético Paranaense parcialmente os mútuos com transferência para a conta do Clube e, no caso do jogador Léo, fez pagamento direto para a conta de um credor. A operação é juridicamente irretocável (pagamento de dívida por terceiro, com posterior reembolso com a quitação parcial de mútuo – art. 305 do Código Civil) e está, para insistir, contabilizada e auditada" - justificou a nota.

A reportagem do LANCE!Net tentou o contato com o presidente atleticano, Mario Celso Petraglia, para comentar o assunto. Mas quem respondeu ao telefonema foi a secretária do mandatário, que disse que Petraglia estava "em uma reunião sem hora para acabar".

Segundo o advogado especializado em direito desportivo, Luiz Roberto Siano, a atitude do Furacão não apresenta irregularidades, mas é uma "loucura", justamente pela dificuldade em explicar a situação.

- Se o Atlético-PR recebeu este dinheiro da CAP/SA como pagamento por um empréstimo privado feito pelo mesmo para a empresa, para que as
obras não atrasassem mais, não há nada de ilegal no processo. Se tudo for demonstrado e for comprovado com bases legais que são os mesmos valores, não existe ilegalidade na ação realizada pelo Atlético. Entretanto, isto é uma loucura do ponto de visto jurídico, visto a dificuldade de explicar toda a situação - analisou Siano.