icons.title signature.placeholder Eduardo Mendes
07/11/2014
07:49

Administração eficiente, receitas para operar e o retorno para as respectivas casas – Independência e Mineirão. A combinação do trinômio recolocou Atlético-MG e Cruzeiro na roda dos títulos, tornando os rivais referência do futebol brasileiro desde o ano passado. A decisão mineira da Copa do Brasil apenas endossa a força de Galo e Raposa na condição de atuais protagonistas no país.

As gestões de Alexandre Kalil e Gilvan de Pinho Tavares elevaram a receita operacional bruta dos clubes, segundo dados da Pluri Consultoria, em 37% e 56%, respectivamente, de 2012 para 2013. Aumentos que sustentaram a manutenção da base atleticana vice campeã brasileira e contribuíram para o início da formação do elenco cruzeirense recheado de opções.

Durante a temporada passada, com exceção em dois itens, no caso do Cruzeiro, os mineiros obtiveram receitas em nichos distintos acima da média nacional. Com destaque para a arrecadação da bilheteria.

A estratégia para ter o torcedor como financiador e 12 jogador seguiu a mais lógica dentro do futebol: ter bons times e ganhar títulos. O Galo conseguiu 41% a mais de receita com a venda de ingressos, enquanto que a Raposa variou positivamente em 503% o saldo das bilheterias em 2013.

Os títulos do Mineiro e da Libertadores em 2013, levantados pelo Atlético-MG, e mais o terceiro caneco do Brasileirão garantido pelo Cruzeiro foram os resultados obtidos em campo pela dupla.
Consequências das melhores gestões do futebol nacional no ano passado. A partir de índice criado pela Pluri Consultoria para avaliar o clube mais eficiente do país entre os 29 com maior faturamento, o Galo ficou em primeiro, e o Cruzeiro ocupou o terceiro lugar.

CONTRAPARTIDA

A despeito do crescimento das receitas, Atlético-MG e Cruzeiro aumentaram as dívidas líquidas em 2013 em relação ao ano anterior. O maior registro aconteceu na Raposa que viu o número crescer 40% contra 6% do Atlético-MG. O dado da Raposa, inclusive, está bem acima da média nacional, que foi de 13%.

Nesse período, o Galo, por sua vez, foi o segundo clube que mais recorreu a empréstimos e financiamentos: R$ 172,7 milhões contra R$ 31,2 milhões da Raposa.

Na atual temporada, os atleticanos tiveram problemas de atrasos salariais. Atualmente, apenas os direitos de imagem encontram-se pendentes. Já o Cruzeiro, apesar de estar honrando os vencimentos, teve de negociar com o grupo novas datas para pagamento de prêmio relativos ao ano de 2013.

NÚMEROS FINANCEIROS DOS MINEIROS EM 2013

Receita com direitos de TV

Atlético-MG - R$ 71,3 milhões (5º)
Cruzeiro - R$ 60,1 milhões (7º)
Média nacional - R$ 39,2 milhões

Receita com bilheteria

Atlético-MG - R$ 20,1 milhões (6º)
Cruzeiro- R$ 63,7 milhões (1º)
Média nacional - R$ 13 milhões

Receita com sócio

Atlético-MG - R$ 11,6 milhões (9º)
Cruzeiro - R$ 9 milhões (12º)
Média nacional - R$ 10,6 milhões

Receita com marketing

Atlético-MG - R$ 25,4 milhões (10º)
Cruzeiro - R$ 23,1 milhões (11º)
Média nacional - R$ 21 milhões

Receita em negociações

Atlético-MG - R$ 66,1 milhões (4º)
Cruzeiro - R$ 24,6 milhões (9º)
Média nacional - R$ 24,7 milhões

RECEITA OPERACIONAL BRUTA

Atlético-MG - R$ 227,9 milhões (5º)
Cruzeiro - R$ 187,9 milhões (8º)
Média nacional - R$ 121 milhões

Fonte: Pluri Consultoria