icons.title signature.placeholder Roberto Assaf
12/11/2014
08:00

Atlético e Cruzeiro fazem hoje, no Independência, a primeira partida válida pela decisão da Copa do Brasil 2014. Aqui neste espaço, no entanto, vamos continuar contando os 93 anos da história do clássico. Se você não leu os seis capítulos anteriores, faça o favor de tomar tal providência. Hoje chegamos ao fim da década de 1950. E entramos na de 1960.

Em 1957, o América voltou a quebrar a hegemonia da dupla. Em 1958, no entanto, o Atlético foi campeão, deixando o Coelho como vice. Vale destacar que os títulos daqui em diante passam a valer mais, pois o vencedor terá o direito de participar da competição que a atual Confederação Brasileira de Futebol considera desde 2010 como o primeiro campeonato efetivamente nacional do país, a Taça Brasil, que começou a ser disputada em 1959.

Logo, o Galo foi o primeiro representante de Minas, sendo eliminado pelo Grêmio-RS na terceira fase. No terreno regional, porém, o Cruzeiro voltou a brilhar, iniciando naquele ano o caminho para o terceiro tri mineiro de sua história, que levantou em 1961. Curiosamente, não precisou enfrentar o rival na decisão em nenhuma das três edições, realizada em pontos corridos. O América ficou como vice em 1959 e 1961, e o Siderúrgica em 1960.

É importante relembrar que o campeonato começou a ser realizado em 1915, e que até então o Atlético tinha boa vantagem sobre os adversários, com 20 títulos, contra 12 de Cruzeiro e América. E que embora Minas já estivesse integrada, como dito, ao cenário nacional, ainda não possuía um estádio como o Maracanã ou o próprio Pacaembu, o que deixava, na visão de observadores da época, o futebol local sem a força dos clubes de Rio de Janeiro e São Paulo. Tanto que o Cruzeiro também não conseguiu ir muito além na Taça Brasil. Em 1960, foi eliminado pelo Fluminense-RJ, em 1961 pelo América-RJ, e em 1962 pelo Internacional-RS, que para os entendidos estava no seu nível.

Mas a mudança radical estava próxima.