icons.title signature.placeholder Roberto Assaf
17/11/2014
15:56

O Atlético iniciou a campanha do hexa, inédito na história do profissionalismo e do Mineirão, derrotando o Valeriodoce por 2 a 0, na última rodada do campeonato de 1978. Na realidade, o Galo foi tão superior ao longo daqueles seis anos que só foi obrigado a decidir com o Cruzeiro uma única vez.

Em 1979, o Alvinegro ganhou o título com uma vitória de 3 a 1 sobre Guarani de Divinópolis. Em 1980, mesmo sem final, ainda se deu ao luxo de vencer o rival por 2 a 0 no jogo derradeiro. Em 1981, comemorou o tetra com o triunfo de 2 a 0 sobre o Uberaba.

Marco naquele ano ocorreu em 8 de novembro, quando a Administração dos Estádios de Minas Gerais (ADEMG) propôs a venda de ingressos de cores distintas para o clássico: azul e cinza para os torcedores da Raposa, rosa e preto para os do Galo. O jogo foi 1 a 1, mas o Cruzeiro venceu a batalha da bilheteria: 53.896 contra 52.469. Os 4.551 neutros completaram o total de 112.919 pagantes.

Na realidade, ainda mais significativo foi o fato de o Cruzeiro ter levado vantagem nos setores mais baratos, como a geral (17.340 x 14.086), o que começou a deixar evidente que o clube também já começava a ter adeptos no povão, dado que aliás segue sendo contestado pelo adversário, acentuando a atroz rivalidade.

Em 1982, enfim, os grandes adversários voltaram a decidir o título estadual. Foi em 5 de dezembro, quando o Mineirão recebeu 108.935 torcedores. O Galo jogava pelo empate. Mas venceu por 2 a 1, gols de Renato e Reinaldo, descontando Tostão. O time do Atlético tinha João Leite, Nelinho, Osmar,Luisinho, Jorge Valença, Heleno, Toninho Cerezo, Renato, Catatau, Reinaldo e Éder.

Para os mais jovens seria bom lembrar que o primeiro Tostão, chamado Eduardo Gonçalves de Andrade, o craque mineiro tri mundial pelo Brasil em 1970, abandonou o futebol em 1973. O Tostão de 1982 era o paulista Luiz Antônio Fernandes.