icons.title signature.placeholder Roberto Assaf
21/11/2014
08:00

Antes de entrarmos num resumo da briga pelos torneios disputados fora de Minas, é importante ressaltar que Atlético e Cruzeiro fizeram duas partidas importantes pelas quartas de final do Brasileiro de 1999, e que o Galo venceu ambas, passando às semifinais.

Na primeira, em 14 de novembro, com público de 64.717 pagantes, fez 4 a 2. E na segunda, dia 21, 3 a 2, com praticamente o mesmo número de torcedores: 64.125. Foram duas viradas. A Raposa saiu na frente, com Ricardinho, aos 34 minutos, e Guilherme igualou, aos 38. Com uma nova vitória, o Alvinegro evitaria o terceiro jogo dos chamados play-offs. Assim, o Cruzeiro voltou do intervalo disposto a impedir o pior, e fez 2 a 1, com Müller, logo aos dois minutos. O Atlético só conseguiu empatar com meia hora, com Adriano, que havia substituído Beletti no momento anterior. Aos 35, Guilherme, artilheiro do Brasileiro daquele ano, com 28 gols, marcou pela terceira vez. Os alvinegros superaram o Vitória-Ba na semifinal, mas perderam o campeonato para o Corinthians-SP.

Como dito no capítulo anterior, cresceu a quantidade de torneios nacionais e internacionais na década de 1990. Neles, no entanto, o Cruzeiro ficou com boa vantagem. O Atlético ganhou a Copa Conmebol em 1992 e 1997. O rival levantou, por ordem cronológica, cinco campeonatos promovidos pela Confederação Sul-Americana: a Supercopa dos Campeões da Libertadores em 1991 e 1992, a Copa Ouro em 1995, a Copa Libertadores em 1997, e a Recopa em 1998. No país, ficou a Copa do Brasil de 1993 e de 1996, e a Copa Centro-Oeste de 1999.

Mas na decisão do Mineiro de 2000, deu Galo, em decisão direta com o rival. Venceu por 2 a 1 em 3 de junho, em segurou o empate de 1 a 1 dia 8, gols de Ramon e Fábio Júnior. O campeão teve Velloso, Mancini, Célio Silva, Cláudio Caçapa, Ronildo, Gallo, Cleisson, Ramon, Lincoln, Guilherme e Marques. O técnico era o paulista Márcio Araújo, de apenas 40 anos.