icons.title signature.placeholder Roberto Assaf
23/11/2014
08:07

Como dito no capítulo anterior, o Atlético caiu para a Série B em 2006. Logo, o clássico mineiro não foi realizado no Brasileiro daquele ano. Mas não foi a primeira vez que isto ocorreu. Por força de regulamentos distintos, também não foi disputado nos campeonatos de 1976, 1980, 1981, 1982, 1983, 1984 e 1993. E é bom lembrar que o jogo de 29 de janeiro de 1978 valeu pelo campeonato de 1977 e os de 8 e 11 de fevereiro de 1987 pelo de 1986.

Em 2007, no entanto, o Galo recuperou o título mineiro, na decisão contra o rival. Ganhou por 4 a 0, em 29 de abril, com público de 38.644 pessoas, gols de Éder Luiz, Danilinho, Marcinho, de pênalti, e Vanderlei, todos no segundo tempo, provocando a demissão do técnico Paulo Autuori. O jogo da volta, realizado em 6 de maio, teve mais torcedores, 42.475 pagantes, e o Atlético, dirigido por Levir Culpi, chegou a temer pelo pior, pois o Cruzeiro fez 2 a 0 no primeiro tempo, marcando Guilherme aos oito minutos e Wellington aos 43. Mas parou por aí.

Os azuis perpetraram a vingança no Brasileiro, vencendo por 4 a 2, em 24 de junho, e por 4 a 3, em 16 de setembro. Esta última partida, com 40.697 espectadores, alimentou muita polêmica, pois o menino Kerlon, então com 19 anos, aplicou o "drible da foca" - carregar a bola com a cabeça - no lateral alvinegro Coelho, que o agrediu, sendo expulso de campo. Coelho, hoje com 31, está no Guaratinguetá-SP. E Kerlon, depois de jogar na Itália, na Holanda e no Japão, atua, acreditem, no Weymouth Wales, de Barbados. Sim, Barbados.

Em 2008, os rivais voltaram a decidir o Mineiro. O Cruzeiro fez 5 a 0 na primeira partida, diante de 48.903 pagantes, e 1 a 0 na segunda, com público de 39.197. O Cruzeiro era dirigido pelo seu ex-zagueiro Adílson Baptista. A presença de quase 90 mil pessoas nos dois jogos deixou claro que os torcedores ainda estavam interessados no Estadual.