icons.title signature.placeholder Frederico Ribeiro
07/11/2013
07:00

Imagine viajar por conta própria para um país com costumes diferentes - que envolvem até religião -, deixando para trás quase um mês de trabalho em uma empresa do qual é sócio majoritário e ir atrás de uma paixão inexplicável. E isso que o empresário Igo Alexandre Cunha, de 30 anos, natural de Belo Horizonte, fará pelo Atlético-MG em dezembro, no Mundial de Clubes da Fifa.

Com 80% de uma empresa que fornece serviços de tecnologia - NBS Solution - Igo não quis nem saber e, mesmo tendo um investidor cruzeirense fanático (que possui os outros 20%), ficará longe do trabalho por 24 dias, o que pode gerar um prejuízo financeiro. Mas o sonho de ver o Galo em sua maior competição é algo que minimiza os efeitos do sacrifício.

- Eu sou sócio-diretor da NBS Solution, uma empresa do ramo de tecnologia. Tenho um amigo que é o outro sócio e ele é cruzeirense fanático. Mas chegamos a um acordo e ele concordou que eu tirasse ferias nesse momento, eu vou para Marrocos porque, um título Mundial do Atlético é algo que não tem preço. Ficarei 24 dias de ferias da empresa, o que gera um menor faturamento. Mas eu me preparei, estou trabalhando nestes meses antes de dezembro para compensar essa perda, alguns finais de semana foram sacrificados, aumento de horas diárias de trabalho, etc. Isso ajudou a tornar esse sonho de ver o Galo no Marrocos uma realidade. - afirmou Igo, ao LANCE!Net.

Mas, para chegar lá, Igo fez mais do que um planejamento visando minimizar os efeitos de sua ausência no dia a dia da empresa. Ele, assim como outros tantos atleticanos, teve que viver uma batalha para conseguir os ingressos da semifinal e da decisão, no período de pré-venda, entre 14 e 28 de outubro, online, exclusivo para clientes de cartão de crédito Visa (um dos patrocinadores do Mundial).

- Já comecei a busca pelos ingressos do Mundial no primeiro dia de vendas (14 de outubro). Mas, então, veio a primeira dificuldade. O site não tinha nenhum símbolo da Fifa e começou a desconfiança. Depois, o idioma só em francês limitava o conhecimento dos procedimentos. De qualquer forma, consegui fazer o cadastro. Mas na hora de comprar os ingressos para a semifinal e final, o cartão virou o obstáculo. O meu cartão era da Visa, mas precisava desabilitar as transações internacionais. Além disso, descobri que tinha mais duas camadas de segurança. Uma delas é chamada de 'Verified by Visa'. Mas, neste tempo, o site caiu duas vezes. Ele só começou a funcionar mesmo na quarta, dia 16 - disse Igo, que ainda teve que pedir a liberação da compra internacional para o seu banco:

- Depois, foram dois dias sem dormir, praticamente, tentando liberar o cartão Visa para comprar o ingresso. Briga com o banco (Itaú), até que eu consegui a liberação e a compra foi efetuada.