icons.title signature.placeholder Jonas Moura
21/03/2014
20:25

O primeiro dia de disputas da etapa de Maceió do Circuito Banco do Brasil de Vôlei de Praia terminou com um gesto de protesto dos atletas. Trinta deles se reuniram na quadra central para tirar uma foto com expressões sérias como forma de expor indignação diante dos recentes escândalos que envolvem a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Juliana foi quem liderou a organização da foto. A iniciativa vem num momento em que os profissionais da modalidade se mobilizam para reivindicar transparência no esporte e lutar por melhores condições de trabalho. Para isso, foi criada a Assembleia de Profissionais de Vôlei de Praia, presidida pelo jogador Beto Pitta. 

- É o voleibol que perde nessa história. Que tudo seja apurado. O esporte já foi arranhado, porque agora as pessoas ficam se questionando. Mas que a partir de agora torço para que a gente consiga mostrar que as pessoas que realmente gostam do vôlei desejam transparência - disse a campeã mundial Talita.

A crise no vôlei brasileiro começou em fevereiro com a publicação da série “Dossiê Vôlei”, da ESPN Brasil. Na primeira reportagem, foi revelado que a SMP Logística e Serviços Ltda., do ex-superintendente Marcos Pina, recebeu cerca de R$ 10 milhões para intermediar a renovação do contrato com o Banco do Brasil. A estatal, porém, informou que o acordo foi assinado diretamente com a CBV. 

Em outra reportagem, a ESPN revelou que a S4G Gestão de Negócios, de Fábio Dias Azevedo, diretor geral da Federação Internacional de Vôlei (FIVB), entidade presidida por Ary Graça, assinou dois contratos de prestação de serviços de representação e assessoria comercial no valor de R$ 10 milhões.

As denúncias, além de derrubarem Pina, fizeram o presidente licenciado da CBV, Ary Graça, renunciar ao cargo. A entidade, no entanto, alega que a carta com a renúncia estava escrita desde dezembro.

O repórter viaja a convite da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV)