icons.title signature.placeholder Jonas Moura
18/03/2014
21:02

Em meio aos escândalos que têm recaído sobre o vôlei brasileiro nas últimas semanas, alguns atletas da modalidade estão agora engajados em uma nova causa. A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) decidiu, em reunião com o Conselho Gestor da Superliga e os clubes, promover mudanças no ranqueamento dos atletas. As novidades, ainda não publicadas, já causam revolta entre eles.

A confederação irá diminuir de três para dois o limite de atletas do feminino com pontuação sete em cada clube. Até esta temporada, eram permitidas três jogadoras deste calibre, assim como no masculino.

A medida irá afetar justamente as estrelas do vôlei nacional. Neste ano, nove jogadoras receberam a pontuação sete, como Jaqueline, Sheilla, Thaísa, Fabiana, Natália, entre outras. Todas elas possuem passagem pela Seleção Brasileira.

A repercussão foi tão ruim que rendeu a divulgação do slogan “Não ao ranking” nas redes sociais por meio de jogadores e fãs. O LANCE!Net apurou que a decisão já foi sacramentada para as mulheres, mas não valerá para os homens.

Nesta sexta-feira, gestores e membros dos oito melhores classificados na Superliga Masculina 2013/2014 discutiram o tema e votaram pela manutenção das regras atuais. O encontro também serviu para definir a pontuação dos jogadores para a próxima temporada.

Outra importante novidade é que, a partir de agora, os atletas estrangeiros que vierem de fora do Brasil passarão a ser pontuados, tanto no masculino quanto no feminino. No ranking atual, eles não entravam no somatório geral caso não tivessem disputado a Superliga anterior.

– Acho que não tem que ter limitação. Em nenhum outro lugar do mundo tem. É normal que as equipes com maior poder aquisitivo tenham os melhores – disse o levantador William, do Sada Cruzeiro.

A ponteira Jaqueline, que recebeu a pontuação sete da CBV, se mostrou preocupada com a possibilidade de não poder continuar no Molico/Osasco na próxima temporada em razão do limite. O time já tem Sheilla e Thaisa com o número máximo de pontos.

– Meu Deus, onde vou jogar? A Superliga é o único campeonato do mundo em que ser bom é ruim – desabafou a atleta, em sua conta pessoal no Twitter.

Como funciona o ranking

Cada atleta é pontuado de 1 a 7. Uma equipe não pode ter um somatório de pontos inferior a sete ou superior a 32. Agora, cada equipe poderá ter no máximo três atletas de sete pontos  no masculino, e duas no feminino.   

Justificativa

O ranking visa promover um equilíbrio de forças entre as equipes a partir de análise técnica dos atletas.