icons.title signature.placeholder Leo Burlá e Roberto Veloso
07/06/2014
19:00

Dezenas de operários que trabalharam na obra de reforma do Maracanã estão vendendo os ingressos de cortesia que a Fifa disponibilizou para funcionários que participaram da construção dos 12 estádios da Copa.

Em um giro pelo estádio, a reportagem do LANCE!Net conversou com muitos deles, que oferecem bilhetes de categoria 4 - os mais baratos e reservados apenas para brasileiros - para os quatro jogos da primeira fase. Se pelas vias oficiais o valor destas entradas era de R$ 60, os mesmos bilhetes são oferecidos por até R$ 750 neste câmbio paralelo.

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A operação dos funcionários se concentrou na altura do Estádio de Atletismo Célio de Barros, e o confronto entre Argentina e Bósnia é o item mais raro. Ainda assim, quem quiser desembolsar um dinheiro para ver Messi ao vivo enconta no Maracanã entradas que variam entre R$ 700 e R$ 750.

O duelo Espanha x Chile também tem cotação alta entre os funcionários do Consórcio Maracanã. Nenhuma das ofertas feitas por uma entrada foi menor do que R$ 700.

Por outro lado, é possível pagar menos para assistir ao jogo entre França x Equador. Menos valorizada, a entrada foi oferecida por R$ 300, mas com margem para negociação, segundo informou um dos homens que tentaram repassar o bilhete.

- Eu tenho para todos os jogos, é só me ligar. Mas estão em casa, pois aqui tem muito jornalista - disse um dos operários que ofereciam ingressos.

ACADEMIA LANCE!
Eduardo Carlezzo
Advogado

"Eles podem ser enquadrados no artigo 41-F do Estatuto do Torcedor, que penaliza o infrator com pena de um a dois anos de reclusão. O fato deles venderem um ingresso que foi uma cortesia, por qualquer valor que seja, entra em choque com a legislação.

Adicionalmente, também podem ser punidos pelo artigo 16 da Lei Geral da Copa, que proíbe a transferência ou negociação de qualquer ingresso para a Copa com obtenção de vantagem. Assim, o infrator teria de indenizar a Fifa."