icons.title signature.placeholder Fábio Aleixo e Marcio Porto
30/06/2014
07:30

Gonzalo Higuaín é um exemplo extremo de atacante que cativa os argentinos pelo que eles chamam de “jugador con mucho huevos”, ou muito raçudo, numa tradução simplista. Nesta Copa, porém, a característica é o que mantém o camisa 9 respaldado, porque se depender dos gols...

O hermano ainda não balançou redes no Brasil e chutou apenas quatro vezes em toda a primeira fase da competição. Muito pouco para quem foi o artilheiro de seu país na última Copa do Mundo, na África do Sul, com quatro gols.

Higuaín passou em branco num grupo com Irã, Bósnia e Nigéria e viu Messi monopolizar os gols, fazendo quatro de seis, além de um contra e outro do lateral Rojo.

Sua participação efetiva resume-se na assistência para Messi marcar o gol da vitória na estreia, contra a Bósnia, no Maracanã. O lance no triunfo por 2 a 1, porém, ganhou em importância depois.

Higuaín começou a Copa na reserva, diante da predileção do técnico Alejandro Sabella por um esquema mais compacto. No entanto, o técnico cedeu aos apelos, inclusive de Messi, e escalou um quarteto ofensivo a partir de então.


Amanhã, contra a Suíça, na Arena Corinthians, “El Pipita“, como é conhecido Higuaín, deve ter Di Maria, Lavezzi e Messi ao seu lado, já que Aguero está lesionado. O camisa 9, então, terá nova chance para alegrar o país pelo qual escolheu jogar.

Gonzalo Gerardo Higuaín nasceu no dia 10 de dezembro de 1987, na cidade de Brest, na França, mas cresceu para a vida e o futebol em solo hermano. Com 12 anos, já estava integrado ao River Plate.

Do clube argentino despontou para o cenário internacional. Em 2007, foi negociado com o Real Madrid (ESP), no mesmo ano em que oficializou sua cidadania argentina para defender a seleção. Deu certo.

Ao ponto de se cobrar muito, como agora em que vive o jejum.

– A função do centroavante é fazer gols, mas tenho que ajudar o time. Eu me sinto bem, o gol dá confiança ao atacante, é claro. Mas eu não me desespero. Acredito que se a Argentina continuar passando, qualquer gol vai ser importante – afirmou o centroavante argentino, que defende o Napoli, da Itália, que o comprou do Real em 2013.