icons.title signature.placeholder Joana Bueno
18/12/2013
07:20

Ronaldinho é o cara. Por onde se anda em Marrakesh, ouve-se não só gritos de “Galo!”, como também ”Ronaldinho!”. A população local está ansiosa para ver o craque em campo, o que acontecerá nesta quarta-feira, às 17h30 (de Brasília), quando o Atlético-MG enfrenta o Raja Casablanca (MAR), na semifinal que decidirá quem disputará o título do Mundial de Clubes da Fifa com o Bayern de Munique (ALE). Os bávaros  golearam o Guangzhou Evergrande (CHN) na terça-feira.

A única pessoa que não deve estar ansiosa para ver o camisa 10 do Galo é Mabide, meio-campista do Raja e autor da polêmica declaração de que o Dentuço não é mais o dos tempos do Barça e só vive do nome.

Em coletiva na terça-feira, em Marrakesh, R10 fez pouco caso do desdém de Mabide e deixou a entender que a resposta virá em campo.

– Claro que não sou mais o Ronaldo do Barça. Sou o R10 do Atlético. Se falar fosse bom... Vamos jogar – respondeu o jogador, que aproveitou a presença do presidente da CBF José Maria Marin no Marrocos e disse que ainda sonha em vestir a Amarelinha:

– Gosto de mostrar que estou em bom momento e ainda pensar na Seleção Brasileira – concluiu, com um grande sorriso.

Para os marroquinos, no entanto, pouco importa se R10 ainda tem a qualidade de quando foi eleito o melhor jogador do mundo duas vezes seguidas. A fama de Ronaldinho segue intacta, assim como seu carisma. Apesar de não ter participado do treino de ontem, poupado, o meia foi muito assediado por torcedores e voluntários da Fifa na saída do estádio.

– Tirei foto com ele e liguei para o meu filho para contar! – contou um animado marraquechi.

– Raja? Que nada! Ronaldinho! Mineiro 5 a 0! – completou.

Em coletiva, o zagueiro Mohamed Oulhaj tentou colocar panos quentes na polêmica:

– Não acho que foi uma provocação. Ronaldinho ainda é respeitado.

Já Cuca, espera que R10 entre em campo ainda mais motivado nesta quarta-feira:

– Ele saberá que Ronaldinho é o cara. Nós sabemos. A torcida, também.

BATE-BOLA

Ronaldinho, em entrevista coletiva

Como é a sensação de ser querido também aqui em Marrocos?

Estou consciente de que o povo daqui reconhece tudo o que eu fiz e sempre me tratou com carinho, desde a época em que eu joguei em Paris, onde tem muitos marroquinos. Estou sempre recebendo mensagens, cartas.

Você chega ao Mundial de Clubes com a responsabilidade de ser o protagonista do Atlético. Está preparado para isto?

Quero vir aqui com meu jeito de sempre, procurar fazer a minha parte e fazer história mais uma vez. Bem, quero jogar a minha bola quietinho e voltar para casa com o título, levando o nome do Galo ao lugar mais alto.

Em que a sua derrota com o Barcelona (para o Internacional, em 2006) pode ajudar agora?

Pela experiência. Poucos atletas têm a possibilidade de disputar o Mundial mais de uma vez, ainda mais na idade e no nível que estou jogando. Mas a minha carreira é assim: ter de mostrar a cada partida e a cada ano o meu valor. Mas gosto disso, de estar sempre provando que estou em bom momento e ainda pensar na Seleção Brasileira. Agradeço aos companheiros.