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10/04/2014
15:10

Um dos principais grupos políticos do Fluminense, a Flusócio está insatisfeita com a atuação do assessor executivo do presidente Peter Siemsen, Jackson Vasconcelos. No blog da agremiação, foi publicado um texto em tom crítico à atuação do dirigente que estaria limitando o Fluminense, na visão do grupo, a melhorar a gestão do clube. O curioso é que o próprio Jackson se defendeu em resposta no mesmo espaço e acabou expondo Luiz Fernandro Pedroso, que havia sido contratado para a função de diretor executivo, mas acabou demitido na semana passada. Confira abaixo o texto da Flusócio e a resposta de Jackson respectivamente.

Prefeitura de interior?

No primeiro mandato, a centralização de poder e decisão na figura do então gestor executivo Jackson Vasconcelos até podia ser justificada, pois o ambiente encontrado era de fato caótico, com completo descontrole nas despesas e pagamentos, sem priorização de demandas, sem planejamento.

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Mas durante a campanha da reeleição, em uma determinada reunião interna a Flusócio cobrou do Presidente Peter Siemsen um avanço na profissionalização. Era necessário dar um salto de qualidade em relação ao formato gerencial dos 3 primeiros anos, que mais parecia uma prefeitura de interior. Na nossa visão, o Fluminense precisa ter gestores executivos com expertise técnica em cada área, e estes devem montar suas equipes, sob o comando de um gerente executivo central. Não consideramos razoável que uma única pessoa decida sobre alocação de recursos, contratações e demissões em áreas diversas do conhecimento, tais como Marketing, Finanças, Comunicação, Tecnologia da Informação e Administração.

O Presidente acenou então com um plano para a contratação de um CEO de mercado, que teria como missão remontar o Clube administrativamente, colocar limites orçamentários para cada área, acompanhar as metas de cada departamento, estabelecer um organograma funcional e outras atividades estruturantes, que por incrível que pareça o Fluminense ainda não tem. A promessa de campanha foi de fato cumprida com a contratação de Luiz Fernando Pedroso, ex-CEO da Ediouro.

Mesmo tendo suposta redução de atividades com a chegada do novo contratado, Jackson Vasconcelos acabou conseguindo equiparação de remuneração com o novo CEO, e foi ocupar a função de assessor executivo da Presidência.

Em menos de 3 meses, o novo executivo de mercado foi demitido, e Jackson Vasconcelos está de volta ao poder, controlando contratações, demissões, pagamentos e prestação de serviços em todas as áreas, mas agora com remuneração dobrada.

Não estamos aqui para julgar o desempenho do CEO recém-demitido, sua produtividade e seus erros, que de fato podem ter ocorrido. A gestão é soberana para julgar esta performance. Mas gostaríamos de registrar que gestor de mercado algum funcionaria sem autonomia, tendo que se reportar ao assessor especial da Presidência para implementar as mudanças, justamente aquele que preenchia o cargo anteriormente.

Continuamos sem avançar administrativamente, infelizmente.

Resposta de Jackson Vasconcelos


A falta de informação somada a falta do que fazer cria circunstâncias que beiram ao vexame. Jackson Vasconcelos, esse que vocês chamam de autor de uma gestão exclusivamente política, conduziu o Fluminense em linha com o presidente à redução do do déficit de 40 milhões de reais em 2010, para um de pouco mais de 3 milhões em 2013, isso com o pagamento de impostos e redução dos passivos trabalhista e fiscal da ordem de mais de 100 milhões de reais. Uma gestão que enxugou os custos, criou equipes de trabalho qualificada em todos os segmentos, tudo isso com investimentos de peso no futebol de base, nos equipamentos olímpicos (parque aquático), no clube social (quadras de tênis, reforma na estrutura de atendimento ao sócio, Sala de Troféus, Bar dos Guerreiros, e outros tantos. Isso sem a vaidade de citar o melhor contrato de relacionamento comercial com o Maracanã, que bateu de longe o resultado alcançado por todos os três outros grandes clubes. E, tem mais: uma gestão com contas aprovadas por unanimidade por três anos e orçamentos elaborados com boa técnica e igualmente aprovados pelo mesmo quorum qualificado. Uma gestão que com coragem enfrentou as questões mais delicadas de relacionamento com os torcidas organizadas, superou uma das crises mais cruéis de imagem que abateu o presidente do Fluminense e a própria instituição, que encontra bom exemplo na derrota que sofreu a Flusócio numas das votações no Conselho Deliberativo para homologação de duas vice-presidentes entregues a ela, simplesmente, porque os seus representantes não compareceram à votação. Uma gestão que soube vencer as fragilidades do departamento de Marketing, totalmente entregue à regência da Flusócio - que, com mais disposição para ajudar o Fluminense do que tem hoje, criou programas que impressionaram pelo resultado, como o Tricolor em Toda Terra e Vou Ver o Flu. Uma gestão que ofereceu todas as condições operacionais e logísticas para o renascimento do Flu-Memória, um trabalho que contou com a colaboração de alta qualidade do Bolt, um dos quadros mais qualificados da Flusócio.

E, não se pode, por justiça parar aí. Uma gestão que incomoda os que hoje, de modo menor, orientam a comunicação da Flusócio, pela qualidade da comunicação e do que se fez em infraestrutura de tecnologia no Fluminense nos três primeiros anos. Um trabalho que redundam na reeleição do presidente com uma votação histórica, mesmo diante dos resultados pífios e covardes oferecidos pelo futebol profissional.

E o presente post me foi útil para descobrir quem, na verdade, criou a figura nefasta, um arremedo de CEO, que vocês qualificam de gestor profissional e que em apenas três meses de contrato com o Fluminense, recebeu R$ 125 mil reais para fazer zero de trabalho e realizar viagens de lazer pessoal pelo mundo. Mas, sinceramente, não se pode esperar muito de pessoas que, do "Olimpo preguiçoso", tentam com ódio avaliar e comparar o trabalho de quem, tem competência, dedicação e resultados sólidos para apresentar.

Sobre ganhar mais para fazer menos, ninguém melhor do que o arremedo de CEO criado por vocês pode falar. E, encerro dizendo que, contra a minha vontade, eu relutando muito, o presidente revisou o valor do contrato que temos com o Fluminense, porque achou justa a medida. E, a tomou, porque antes se decidiu o valor da remuneração do arremedo de CEO, que vocês citam como exemplo de trabalho profissional.